Wolfenstein: Youngblood – [Análise do Arena]

Prepare-se para encrenca: encrenca em dobro

Publicado pela Bethesda e desenvolvido pelo estúdio MachineGames (com uma ajuda do Arkane Studios), Wolfenstein: Youngblood foi lançado no final de julho e carrega o pesado sobrenome Blazkowicz, com a diferença da campanha ser protagonizada pelas filhas gêmeas de B.J., Soph e Jess, que saem em busca do pai, que sumiu na França, após uma missão secreta. Será que as meninas conseguem dar conta do recado? Confira nossa análise.

  • O primeiro nazista, a gente nunca esquece

Após dezenove anos dos eventos do consagrado Wolfenstein II: The New Colossus, Youngblood é ambientado nos anos 80 e traz consigo todo o glitter, acessórios bregas e muita música eletrônica que marcou a época. E de cara, o game consegue trazer com primor todo esse requinte, que é notável em todos os cenários, além de alguns itens colecionáveis.

Logo na primeira cutscene, observamos as irmãs treinando com seus pais para sobreviverem nesses tempos difíceis. Ambas possuem personalidades e características distintas, como elemento de stealth, o que já é uma grande novidade para uma série tão visceral. Mas ao escolher sua personagem, você pode moldá-la como quiser.

Vale destacar que o game está 100% dublado (apesar de alguns bugs, no qual as línguas se misturam) e seu amigo não precisa necessariamente ter o jogo para acompanhar você. Usando o mesmo formato de A Way Out.

Quando o jogo realmente começa, a fórmula “wolfensteiniana” está presente, com tiroteios frenéticos, explosões e muitos inimigos. Mas ao mesmo tempo, é notável perceber certos detalhes como áreas mais abertas para a exploração e missões destacadas para conseguir loots especiais. Espere aí! Eu disse loot?

Sim! Wofenstein: Youngblood bebe da fonte do famoso loot and shoot, que é marcante em jogos como Destiny e The Division. No início, é um choque brutal perceber que nesse novo jogo, a série deixa de lado sua linearidade e parte para aumentar o nível de Soph e Jess, para assim, conseguirem enfrentar os Itmãos 1,2 e 3, e encontrarem seu pai.

Diariamente, o hub é atualizado e traz novas e temporárias missões para serem concluídas e a partir desse ponto, de exploração de cenários, que observamos a Arkane colocar em prática alguns elementos de Dishonored e Prey. E de fato, isso funciona muito bem.

  • Copo meio cheio ou meio vazio?

Apesar de Wolfenstein: Youngblood apresentar novas mecânicas, a história deixa um pouco a desejar, apesar do carisma das gêmeas. Assim como todo o bom RPG, o game traz árvore de habilidades, personalização e customização de armas, mas deixa de lado um dos pontos mais interessantes da saga da família Blazkowicz.

  • Cooperativamente é o X da questão

O grande diferencial do game, é sem dúvidas poder ser jogado 100% em co-op, seja local ou online. Claro que sua irmã não iria deixar você viver essa aventura sozinho, não é mesmo? E isso deixa o jogo todo muito mais divertido. Mas não se preocupe. Caso seja um lobo solitário, a IA funciona muito bem e não irá te abandonar e nem deixar todo o trabalho de limpar Paris sozinho.

  • Gameplay bem feito, gameplay formoso

Se tem um fator que o game mantém (melhora, na realidade), é o gameplay frenético e divertido da franquia. É muito divertido e fluido matar nazistas por Paris. A quantidade de bala e armas encontradas por todo o cenário, faz com que você se sinta pronto e poderoso para “descer a lenha” em todos os inimigos. A parte que deixa um pouco a desejar é a falta de criatividade das missões paralelas, fazendo com que você reviste o mesmo local várias vezes e gerando a impressão de que os inimigos simplesmente renasceram.

  • Veredito

Ao apresentar uma nova fórmula para a saga Wolfenstein, Youngblood opta pelo caminho do loot and shoot, trazendo uma nova roupagem mas ao mesmo tempo, deixando a história rasa para a série, que sempre foi marcante. “Lootear” a cidade de Paris nos anos 80 é extremamente divertido, até mesmo perambular e notar o trabalho dos desenvolvedores em deixar o ambiente oitentista é notável.

Pensando com o copo meio cheio, a Bethesda foi inovadora ao trazer novas mecânicas para a série, como a árvore de habilidades e a customização. Mas talvez tenha faltado um pouco mais de experiência no gênero para trazer uma experiência mais marcante.

7.3

Bom

Wolfenstein: Youngblood acerta em trazer as gêmeas Blazkowicz para dar um descanso ao pai. Inovando no modo de jogo, arrisca ao deixar de lado a história marcante do game, mas acerta ao trazer um novo respiro. Falta um pouco de refinamento nas missões mas o caminho está certo.

  • História 6
  • Gameplay 8
  • Design 8

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