The Blackout Club- [Análise do Arena]

Desenvolvido pela Question, estúdio fundado por grandes da indústria dos games que já participaram do desenvolvimento de Bioshock e Dishonored, The Blackout Club foi lançado no ultimo dia 30. Confira agora a nossa análise.

The Blackout Club é um cooperativo que traz um terror mais “leve”, diferente dos últimos survivals horror lançados, aqui não teremos sangue jorrando para todos os lados, nem o inimigos matando tudo que vem pela frente, mas essa característica não vai impedir do jogo brincar um pouco com seu psicológico e te dar bons sustos.

  • História

A história do jogo começa quando alguns adolescentes percebem que estão perdendo a memória temporariamente, e após o desaparecimento de um deles, e os adultos não falarem sobre isso, eles decidem investigar por contata própria. E acabam descobrindo que existe um subterrâneo na cidade controlado por um grupo de adultos que estão escravizando os demais adultos com a ajuda de uma entidade conhecida como “O Anjo”.

Com as atividades do grupo acontecendo apenas na parte da noite, é função dos jogadores coletar provas para provar a existência desse grupo. Sem custscenes para contar a história do game, seu enredo pode ser considerado fraco, porém fundamental para você entender o porquê de estar perambulando por ai, invadindo casas e fugindo de adultos sonâmbulos.

  • Gameplay

No primeiro contato com o game, percebi um gameplay confuso, mas após 2 missões e um pouco de treino (derrotas), logo percebi que ele traz uma mecânica totalmente interessante, mesmo o jogo nos permitindo jogar solo, dá para notar que ele realmente foi projetado para ser jogado em cooperativo, onde as habilidades que podem ser desbloqueadas para o seu personagem chegam a completar umas as outras, logo que seu personagem pode usar apenas uma por vez. Não podemos considerar o modo solo ruim mas a experiência cooperativa chega a ser bem mais completa, desafiadora e divertida.

Contando apenas com o modo história, nele temos missões de investigação, resgate e coleta de objetos. Os jogadores podem escolher uma arma principal e ao final de cada missões ganham pontos de experiência para evoluir as habilidades do seu personagem. A questão de missões do jogo chega a ser repetitiva, se você não tiver paciência para procurar os objetivos secundários da missão e ganhar um XP extra, você irá precisar repetir a mesma missão algumas vezes.

A movimentação do jogo foi muito bem trabalhada, logo que ele te dá a total liberdade de se mover para aonde você quiser dentro dos limites do mapa, pule muros, faça parkour sobre os telhados ou apenas se esconda dentro das casas presentes no mapa, e todo jogador de survival horror sabe que na hora do desespero essa liberdade é fundamental.

Um dos pontos do game que chega a ser interessante, é o fato de você perder todo o seu inventario ao término da missão. Você tem sua arma principal, e dentro da missão poderá conseguir itens secundários para te ajudar. Esse ponto pode ser visto de uma forma tanto positiva como negativa.

O lago positivo é trazer um novo nível de dificuldade ao jogo, pelo fato de você não ter itens para te ajudar caso se encrenque por ai, isso te leva a se preparar pelo mapa ao iniciar cada missão, e no meio dessa preparação pode ser pego antes mesmo de começar o objetivo. E o lado negativo é perder alguns itens que deram muito trabalho para conseguir.

A dificuldade do jogo ela vem dividida, é aumentada a cada quatro níveis, contando com três graus de dificuldade que estão muito bem equilibrados, desde o primeiro grau aonde você consegue apenas correr para o objetivo e realizá-lo sem a presença de uma estratégia, até o último grau, aonde você leva minutos apenas para traçar uma estratégia para chegar até o local da missão. E conforme a dificuldade aumenta, o mapa também aumenta, tendo que cobrir uma área ainda maior, e bem mais vigiada, você vai ser inimigos aparecendo de todas as partes, e não vão ser apenas sonâmbulos.

O grande diferencial do The Blackout Club para os outros jogos do gênero é o seu trabalho com o som, aqui a sua principal arma e o seu principal inimigo são os sons que o seu personagem ou o inimigo podem emitir. Essa parte do jogo pode ser ainda mais imersiva se você habilitar as funções do microfone, e qualquer barulho que você fizer no microfone será emitido no jogo, isso vai dificultar ainda mais as suas missões.

  • Visuais

Os visuais do jogo não chegam a ser surpreendentes, logo ele não conta com um visual puxado para algo próximo ao real, e sim para o lado de animações, pelo jogo se passar a noite, você conta com habitantes escuros, e sem a presença de muitos detalhes. Um fato que vale a pena ser mencionado de novo é a questão auditiva do jogo que faltam elogios para ela.

  • Considerações finais

Com essa perspectiva de um terror mais leve, The Blackot Club vem quebrando esse padrão de jogos do seu gênero, mas não deixa de te assustar. Eu não recomendaria ele para jogadores que gostam de jogar solo, sua experiência cooperativa é ideal para os jogadores.

O jogo ainda conta com a presença de pouco conteúdo para ser explorado, mas o conteúdo que ele já tem nos proporcional uma experiência imersiva na parte audiovisual bem impressionante, e para os jogadores mais corajosos não deixe o cooperativo te enganar, esse jogo vai te deixar bem tenso ao logo das missões.

6.7
Imersivo

Resumo: The Blackout Club é um survival horror, que vem quebrando o padrão sangrento dos jogos do gênero, mas ainda vai te dar bons sustos.

  • Gameplay 7
  • Visual 6
  • Diversão 7

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