Spyro Reignited Trilogy – [Análise do Arena]

Série introduzida em 1998 ganha excelente repaginada e garante diversão para crianças e adultos.

Produzido pela Toys for Bob e publicado pela Activision, Spyro Reignited Trilogy reúne remasterizações (dignas de aplausos) dos três primeiros jogos da franquia, Spyro the Dragon (1998), Spyro: Ripto’s Rage! (1999) e Spyro: Year of the Dragon (2000).

Quem vê os gráficos cartoonizados da coletânea pensa que é um jogo voltado apenas ao público infantil, mas não é o caso. Spyro é um jogo de plataforma, que testa as habilidades tanto de crianças como de adultos.

Vamos à análise?

  • História

A história do dragãozinho roxo Spyro é cheia de desafios e contratempos. Os três jogos se interligam seja por personagens, seja por espaços físicos.

Spyro the Dragon. No primeiro jogo, temos de cara uma animação de Spyro e outros dragões vivendo em harmonia no Reino dos Dragões, enquanto o vilão ogro Gnasty Gnorc os assiste pela televisão. Um dos dragões menospreza a capacidade do Gnasty Gnorc, que acaba se irritando com a declaração e petrificando todos os dragões do Reino dos Dragões e infestando o mundo com seus soldados. Apenas um dragão se salvou do ataque, graças ao seu tamanho. Esse dragão era… Spyro!

A partir de então Spyro parte com seu melhor amigo, uma libélula chamada Sparx para salvar todos os seus amigos dragões. No fim de sua jornada, o dragãozinho Spyro se encontra com o Gnasty Gnorc e consegue derrotá-lo, devolvendo a paz ao Reino dos Dragões.

Spyro: Ripto’s Rage. Spyro decide passar férias com Sparx depois das aventuras no Reino dos Dragões. Eles correm em direção a um portal, que acaba tele transportando ambos para o mundo de Avalar. Lá eles se encontram com o Professor, o Caçador e Elora, que estavam justamente tentando trazer um dragão pelo portal para que este detivesse Ripto, o maior vilão do segundo jogo, que encheu Avalar com seu exército.

Ao final da trama, Spyro e Sparx conseguem derrotar Ripto e trazer dias mais calmos para Avalar.

Spyro: Year of the Dragon. O jogo começa de novo no Reino dos Dragões, onde aconteceu uma festa em comemoração ao “Ano do Dragão”. Por este motivo, o Reino estava repleto de ovos de dragão, quando aparece uma coelha camuflada, chamada Bianca, acompanhada de um exército de Rhynocs e rouba todos os ovos, levando-os para a Feiticeira, um dragão feminino, que almeja a vida eterna.

Para dificultar a procura de Spyro, Elora, Caçador e novos personagens pelos ovos, a Feiticeira espalha estes por diversos mundos. No fim da trama, quando Bianca percebe que o plano da Feiticeira mataria os outros dragões, ela se volta para o lado de Spyro e ajuda a derrotar sua antiga mentora.

Filhote de dragão salvo no terceiro game.
  • Jogabilidade e gráficos

Por ser um jogo de plataforma, o game dispõe de uma série de desafios a serem cumpridos. Com jogabilidade idêntica aos jogos originais, as mecânicas de movimentação de Spyro foi evoluindo ao longo dos três títulos.

Nos três jogos, Spyro é capaz de cuspir fogo, dar cabeçadas (ou investida) e planar no ar. A libélula Sparx acompanha o dragãozinho roxo, sendo um medidor da vida de Spyro. Depois de três golpes recebidos, no quarto Spyro perde uma vida, essa que foi a maior dificuldade encontrada, especificamente no primeiro jogo (as vidas de Sparx aumentam quando você atinge um dos animais inofensivos do jogo). Spyro e Sparx também vão perdendo forças se caírem na água. Cair de um precipício automaticamente custa uma vida.

Os inimigos são variados, e alguns exigem um determinado tipo de ataque para ser derrotado (só com fogo, só com investidas ou só com itens disponíveis em determinada fase). Fora essas exceções, você pode derrotá-los de ambas as formas.

Citei acima que tive dificuldades com as vidas no primeiro jogo pois, um dos maiores obstáculos que encontrei nos três jogos foi a ausência de um pulo duplo para Spyro. A mecânica de saltos do primeiro jogo é a seguinte: você pula, e no ar você aperta o mesmo botão para planar. Se você não calcular muito bem o limite máximo no solo para dar o primeiro pulo, e também não apertar o botão pela segunda vez no ponto mais alto do salto para planar por maiores distâncias, provavelmente você irá cair em um precipício e perder sua vida. E isso aconteceu muitas vezes comigo.

Gráficos perfeitos.

Ao logo do primeiro jogo tive que voltar várias vezes para os primeiros mundos (cinco ao total do game) para obter uma espécie de cristais, já que após 20 cristais, você conseguia uma vida. Esses cristais eram obtidos quando você matava um inimigo em uma fase passada, desde que você já tivesse derrotado esse inimigo antes. Caso fosse a primeira morte desse inimigo em específico, ele te rendia um diamante, necessário para seguir na jornada de Spyro, e não esse cristal para aumento da vida. Também eram distribuídos baús com vidas extras por todo o game, mas estes eram escassos.

No segundo jogo, foi adicionada uma função de um salto extra no fim de sua planada. Essa função me ajudou MUITO na continuação da jogatina, e permaneceu no terceiro. A maior prova para mim mesmo de que essa função foi benéfica foi na quantidade de vidas que terminei no primeiro (4 vidas) e no segundo (25 vidas) jogo.

O jogo também tem o sistema de pontos de habilidade. Toda vez que você realizava uma habilidade, ganhava uma vida. Porém, no meu caso, eu não encontrava com facilidade os desafios para cumprir as habilidades.

Reconheço que esse detalhe do salto é mais falta de habilidade do jogador do que erro na mecânica do jogo, mas de qualquer forma, pelo menos a adição de um salto duplo facilitaria a minha e a jogabilidade de outros jogadores. São desafios que podem travar tanto as crianças como também os adultos.

No segundo jogo, além do salto no fim na planada, também foi adicionado um golpe aéreo, para derrotar certo tipo de inimigos, onde você pula e aperta um botão para que Spyro dê o golpe no inimigo localizado abaixo de si. Com esse movimento também foi possível quebrar rochas e caixas que continham diamantes. Spyro também aprendeu a nadar, e várias fases a partir de então aconteceram debaixo d’água.

No jogo final da trilogia foi adicionada a possibilidade de jogar com outros personagens, como o Caçador, e outros que foram descobertos apenas no Spyro: Year of the Dragon. Até Sparx se tornou um personagem jogável no terceiro game, trazendo uma diversidade bem-vinda à trilogia. Para completar determinadas fases, você precisava desses personagens desbloqueados pois eram áreas que só eles tinham acesso.

Jogando como Sparx.

A trilogia também é repleta de minijogos bastante divertidos e desafiadores. Você pode andar de skate, jogar hóquei sobre gelo, derrotar pistoleiros do velho oeste, controlar uma raia para derrotar tubarões, entre outros.

Graficamente falando, Spyro Reignited Trilogy está impecável. Todas as animações estão perfeitas. O termo “remasterizado” foi utilizado de fato com os jogos Spyro. Os mundos bem reproduzidos, cores nítidas e ambientações fidedignas aos jogos originais fazem com que a Reignited Trilogy seja uma Remasterização com R maiúsculo.

 

Comparação entre o jogo original e o remasterizado.

 

O que não me deixou admirar ainda mais os gráficos foram as notáveis e repetidas quedas de FPS (quadros por segundo) durante as seções de jogo. Uma demora além do habitual nas telas de loading também são perceptíveis, mas não impactam no tempo que você irá passar no jogo.

  • Coletáveis em todos os lugares

Característico dos jogos de plataforma, a franquia Spyro conta com uma infinidade de coletáveis.

No primeiro jogo, você deve salvar os dragões petrificados. Ao todo são 80 dragões, 12 ovos e 14 mil diamantes (12 mil ao longo do jogo, e a última fase contém os 2 mil restantes. Contudo, para acessar essa última fase, você precisa coletar todos os ovos, dragões e diamantes).

Tudo isso está distribuído em 35 fases, divididos em 6 mundos.

Pulando para o segundo game, os objetivos de busca mudaram. Não são mais dragões, mas sim orbes, os diamantes e talismãs (obtidos automaticamente após o final da fase, mas não em todas). São ao todo 10 mil diamantes e 64 orbes, distribuídos em 29 fases pelos três mundos do game. Se você coletar tudo isso, terá direito a um local secreto que dá a Spyro um poder especial no seu fogo, que poderá ser utilizado no terceiro game.

Já no jogo final da trilogia, o objetivo primário é recuperar os ovos de dragão. São 149 ovos e 15 mil diamantes a serem coletados entre as 36 fases que estão entre os 4 mundos do game. Ao final disso tudo, se coletar todos os itens, você irá para uma nova fase em outro mundo, onde é possível encontrar mais 5 mil diamantes e um ovo.

Na tentativa de completar as fases.

Dito tudo o que é possível coletar, jogos assim me prendem e não prendem ao mesmo tempo. Eu gosto de procurar tudo que está em minha volta. Vou e volto no mapa se for preciso mais de uma vez para encontrar as peças que faltam. Mas caso eu não encontre tudo, também não volto depois à fase para procurar o restante. E isso aconteceu comigo ao longo dos três jogos, fazendo com que o jogo deixasse a desejar no quesito fator replay para mim.

Os únicos momentos em que voltei para fases antigas foram quando na primeira vez elas exigiam uma habilidade não aprendida no segundo jogo ou um personagem ainda não desbloqueado no terceiro jogo, que sem esses requisitos, você não cumpria nem 50% da fase. Ou seja, mais obrigação do que vontade própria.

Menu de seleção dos jogos.

Como pode ver na imagem acima, fiz 89% no primeiro jogo (coletando 10.196/12.000 diamantes, 80/80 dragões e 12/12 ovos), 89% no segundo (com 8.595/10.000 diamantes e 61/64 orbes) e finalmente 94% no último jogo (13.689/15.000 diamantes e 142/149 ovos de dragão).

  • Conquistas

Para os caçadores de conquistas, Spyro Reignited Trilogy é um prato cheio. São 105 conquistas, totalizando 3 mil Gamerscore (G), sendo 1000G para cada jogo. Cada fase tem uma conquista, a exceção de 5 delas que têm duas, totalizando nos 105 achievements. A grande maioria é de fácil obtenção, pois essas conquistas são desafios a serem realizados na fase.

São exemplos: nocautear determinado inimigo, realizar uma sequência de investida em um trio de inimigos, queimar um certo número de animais, planar por uma determinada quantidade de segundos, e por aí vai. Das 105, consegui desbloquear 82 (2200G).

O fato é que não é impossível completar os 3000G do game. Salvo engano, apenas uma delas exige o segundo game da série completo, pois a conquista é obter o poder especial que mencionei anteriormente.

  • Conclusão

Spyro Reignited Trilogy trouxe uma das melhores remasterizações para a atual geração de consoles, com gráficos bonitos, cores vivas, e personagens fielmente representados se comparados aos originais, criados entre 1998 e 2000.

A jogabilidade é fluida, divertida, e por vezes, estressante quando você não alcança os objetivos da fase. Mesmo sendo um jogo visualmente mais agradável ao público infantil, não quer dizer que seja somente para as crianças. Os três jogos estão repletos de desafios e habilidades para serem desbloqueadas e utilizadas, e que podem por a prova as habilidades tanto das crianças como dos adultos.

Para quem gosta de jogos de plataforma, e de sair buscado pelos coletáveis através dos mapas é um prato cheio. Para quem curte caçar conquistas para aumentar o Gamerscore? Melhor ainda!

E caso você tenha jogado os jogos originais, pode jogar sem medo essa remasterização pois você irá se encantar como tudo foi bem reproduzido!

9.4
Desafiador

Não se engane pelos gráficos cartoonizados da coletânea. Spyro é um jogo de plataforma, que testa as habilidades tanto de crianças como as dos adultos.

  • Gráficos 10
  • Jogabilidade 9
  • Fator replay 8
  • Enredo 10
  • Conquistas 10

Receba notificações de todas novidades sobre Xbox.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.