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Scott Pilgrim vs. The World: The Game – [Análise do Arena]

Após mais de dez anos, Scott Pilgrim está de volta ao mundo dos games

Desenvolvido pela Engine Software e publicado pela Ubisoft, Scott Pilgrim vs. The World: The Game está de volta, mas dessa vez com uma edição completa, com todos os DLC’s, além Knives Chau e Wallace, como personagens jogáveis. Vale ressaltar que o game foi lançado em 2010 para Xbox 360, mas por algum motivo não explicado, foi retirado das lojas digitais.

  • Um grande desafio para poder namorar

Scott Pilgrim é uma série de histórias em quadrinhos quadrinhos formada por 6 volumes, criado pelo canadense Brian O’ Malley, que em 2010 ganhou um filme. A história explora a saga do baixista da banda Sex Bob-Omb, que está apaixonado pela entregadora Ramona Flowers. Mas para namorá-la, Scott deverá derrotar A Liga dos Sete Ex-Namorados do Mal. E esse é exatamente o roteiro do game. Com um mapa ao melhor estilo Super Mario 3, você deverá passar por todos os níveis, até chegar ao último ex-namorado.

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Claro que cada ex-namorado conta com capangas das mais diversas aparências e personalidades, desde fãs zumbis até pessoas disfarçadas de dinossauros e robôs maléficos. Além disso, cada estágio apresenta suas peculiaridades e armadilhas.

  • Andar, correr e bater

O game é um clássico beat’em up 2D, estilo muito popular nos 80/90, especialmente com Final Fight e Streets of Rage. Mas aqui começam alguns detalhes que poderiam se destacar, mas o tiro sai pela culatra.

Para um jogo que é basicamente andar, correr e bater, o combate não tem a cadência e fluidez que o estilo pede. O personagem demora um tempo razoável para bater em outro inimigo, caso esteja encurralado, por exemplo. Vale ressaltar que o timing para executar determinados golpes é bem confuso, além de trazer uma atmosfera pesada para os controles, fazendo com que o analógico não tenha muita precisão.

Você pode usar golpes médios, fortes, pular, correr e desviar, além de convocar a “ajuda” de Knives e contar com um golpe especial. Vale ressaltar que esses só podem ser usados até você contar com elemento de fogo.

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Um fator que me incomodou bastante foi a falta da sensação de realmente estar causando dano ao inimigo. Isso fica mais evidente ainda pela falta da barra de vida. Você bate, bate e bate, mas não faz a menor ideia se os golpes foram suficientes.

  • Sem comida pelas ruas

Diferentemente de outros jogos, aqui não existe comida pelas ruas para reabastecer sua vida. Cada cenário conta com diversas lojas com refeições e fitas de vídeo, que fazem com que sua vida aumente ou ganhe mais XP para evoluir o personagem (vida, força e velocidade) e aprender novos golpes ao subir de nível. Para isso, os inimigos derrotados deixam moedas para serem coletadas. E acredite. Se você não dedicar um tempo para evoluir, o desafio será enorme.

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  • Gráficos e áudio

O estilo cartunesco desenhado a mão combina perfeitamente com o jogo e até mesmo por ser derivado de uma série de quadrinhos, não poderia ser melhor. Alguns cenários se remetem em deixar a aura de banda de garagem, com shows, fãs e instrumentos musicais. A trilha sonora não é tão marcante, mas também não deixa muito a desejar. Aqui o ponto negativo fica pelo fato do jogo sequer possuir legendas em português. Não que você tenha que ser um expert para terminar o game e que o diálogo seja importante.

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Particularmente, o fato de não mostrar os nomes dos inimigos me incomoda, fazendo que nenhum deles seja realmente marcante. O inimigo vestido de dinossauro é muito legal visualmente, mas acaba sendo logo esquecido ao longo da jornada. Essa, que pode ser terminada em menos de 5 horas, tranquilamente. Você só perderá um tempo para evoluir o personagem.

Não poderia esquecer de dizer que o jogo pode ser jogado em co-op online e local, por até 4 pessoas, podendo escolher uma série de personagens, além de Scott, Ramona, Knives, Wallace, entre outros. Cada um com sua personalidade e diferenciações.

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  • Edição completa

Além do modo história, o game traz os modos dogeball (famoso Queimado) e Modo Zumbi, acrescentando mais horas de jogo em competições online. Esse conteúdo não estava presente na edição original, assim como os personagens Wallace e Knives Chau.

  • Veredito

Após um longo hiato, Scott Pilgrim vs. The World: The Game retorna aos consoles, mas ainda traz uma fluidez confusa para seu gameplay e um sistema diferenciado, não muito prático de evolução de personagem e recuperação de vida. Mas pelo preço sugerido, o game certamente irá agradar fãs de beat’em up 2D.

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O jogo encontra-se disponível na Microsoft Store pelo valor de R$69,95.

Análise do Arena

Com uma história exatamente como a dos quadrinhos, o game poderia ter um gameplay mais refinado e preciso, assim como a evolução personagem. Mas por um valor razoável, é recomendado para fãs de beat 'em up 2D.

7
Moderado, mas com ressalvas
  • História 7
  • Gameplay 7
  • Gráficos e Áudio 7
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