Rage 2 – [Análise do Arena]

O retorno da fúria

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Enfim, joguei Rage 2! A Bethesda traz de volta a franquia de FPS de uma maneira simples, porém efetiva, com muito conteúdo disponível e uma dublagem de dar inveja. O jogo é de encher os olhos, se passando 30 anos apos o primeiro game. Você não precisa conhecer o primeiro Rage para poder jogar e entender a historia literalmente, mas algumas referencias estão ali, apesar de nada muito chamativo ou que vá te deixar boiando.

História

Começando com a história que na minha opinião não é o forte do jogo, com um enredo simples e um final meio clichê, há poucas inovações quando se fala na história. Você tem a opção de escolher o sexo do seu personagem, o que não afeta o gameplay em si, você fica no controle de Walker, um guerreiro em fase de treinamento, que durante um ataque dos metamorfos, se vê obrigado a assumir o manto de Ranger e assim vingar a morte de seus aliados. Assim, acaba descobrindo que era predestinado a ser um Ranger.

O vilão também não chama muita atenção (a não ser pelo seu visual Exótico), General Cross, líder da Autoridade, uma organização que visa dominar o Ermo, que usa a força dos mutantes para derrotar os inimigos. Sua missão é juntar aliados e retomar o projeto Adaga, que foi criado com o objetivo de acabar com a Autoridade e seu líder fanático.

Após as missões introdutórias, você fica livre para se aventurar pelo grande mapa do jogo, mas cada líder tem um nível de upgrades que necessita ser “upado” ate o nível 5 para progredir na história (falaremos disso mais a frente), e assim concluir a Main Quest. Vale Lembrar que a própria Bethesda confirmou dois DLC’S gratuitos com conteúdo extra para a história do jogo.

Jogabilidade
Em termos de Jogabilidade, o novo FPS da Bethesda dá um show! Com uma mecânica intuitiva e um arsenal de habilidades e armas bem extenso, você tem varias formas de eliminar seus inimigos e assim aumentar seu multiplicador e despertar sua habilidade especial chamada de “Sobremarcha”, e assim, dizimar os inimigos.

Para aumentar suas habilidades você vai precisar de Nanotritos, um tipo de minério usado para praticamente todas as melhorias, desde habilidades para seu Ranger, até as melhorias nas armas e veículos.

O menu de habilidades pega um pouco no visual que ele apresenta. Ao primeiro contato, ele é bem confuso e você encontra ate uma lentidão ao trocar de abas. Conforme progride o nível, você libera novas habilidades para serem compradas. Vale lembrar que cada um dos 3 aliados disponibilizam habilidades diferentes, conforme você evolui no jogo. Quanto maior seu nível com cada aliado, mais habilidades e recursos você vai ter.

Outra maneira de adquirir habilidades é achar Arcas, unidades antigas usadas pelos Rangers, que contém habilidades e armas.

Veículos
Os veículos também fazem sua parte nesse jogo. Com uma grande variedade, desde um carro com inteligencia artificial até um tanque de guerra quase indestrutível (quase).

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A maioria é simples de adquirir: basta encontrar um veiculo no mapa e levar ate o mecânico na cidade mais próxima que você já adiciona o mesmo a sua garagem.

O sistema de recuperação é bem simples e eficiente: basta ir ao menu de veículos, selecionar o que você deseja pilotar e solicitar a entrega, que é feita quase que instantaneamente.

O que você mais vai utilizar é a Fênix, tendo a opção de adicionar novos armamentos, e até mesmo skins (o jogo é repleto delas, e não só para veículos). Sem contar que a Fênix é uma IA de humor ácido, que vai arrancar risadas nos momentos mais aleatórios. Uma dica, é ajudar o Doutor Kvasir, pois quando você atinge o nível 7, você ganha um veiculo voador, que mais parece uma moto, mas que facilita na hora em que você quer chegar mais rápido a um local.

As Missões
Com toneladas de missões paralelas e lugares para descobrir, o jogo aproveita o espaço do mapa e distribui bem as sidequests e eventos aleatórios, desde corridas fechadas, até corridas de rua, postos avançados para destruir e satélites gigantes para desbravar. Você ainda pode pilotar um Mecha quando estiver online.

Com níveis que podem desafiar até o mais experiente dos jogadores, os inimigos não vão se conter e vão atacar todos de uma vez, se possível. Nessa hora, você vai precisar mostrar todas as suas habilidades de Herói do Ermo.

As dificuldades variam de 1 a 9, sendo que 9 é o nível mais alto de dificuldade. Não recomendo para quem esta no início do jogo enfrentar essas missões. Pode parecer tentador, mas no fim, só vai ter dor de cabeça.

Uma coisa que vai ajudar, são os veículos, já que alguns possuem armamentos (A fênix tem a maior variedade) que podem te livrar de uma sentinela de nível alto.

A IA dos inimigos também é bastante esperta, e tanto os mutantes, samurais invisíveis, búfalos, mechas, comboios, ciborgues, barris e até penhascos, tentarão te matar. Ou seja, “upe” seu personagem o máximo que puder, antes de tentar bater de frente com inimigos mais fortes.

O veredito

Rage 2 é simples e direto, apesar de ter uma história rasa, quando comparado a outros jogos do gênero. A quantidade de missões e coisas a se fazer, juntando com a diversão de esmagar os inimigos de infinitas maneiras e uma dublagem impecável, proporciona horas de diversão, mesmo após a conclusão da historia principal, permitindo se prender ao jogo de maneira absurda.

Como já mencionado, a Bethesda ainda vai entregar dois DLC’S gratuitos em 2019. Até lá, novas melhorias serão adicionadas a todo momento. Se está cansado de jogar aquele multiplayer online, ou só quer descontar sua raiva depois de um dia estressante no trabalho, Rage 2 vai te ajudar com toda certeza.

9
Ótimo
  • Gráficos 10
  • História 7
  • Gameplay 10

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