Psychonauts 2 – [Análise do Arena]

Psychonauts 2 é uma volta para casa

Desenvolvido pelo estúdio Double Fine e publicado pela Xbox Game Studios, Psychonauts 2 é o primeiro grande trabalho da equipe liderada por Tim Schafer (Grim Fandango, Brütal Legend, Broken Age)., após a aquisição da Microsoft, o que causou muita ansiedade pelos fãs que esperaram mais de 15 anos pela continuação da saga de Razputin Aquato e cia. Já posso adiantar que essa espera valeu demais. Confira nossa análise.

Agora está tudo bem

Como mencionado anteriormente, foi uma longa espera até a chegada de Psychonauts 2. Vale dizer entre o primeiro e o segundo jogo, Psychonauts In the Rhombus of Ruin foi lançado apenas para VR e conta como aconteceu a primeira reviravolta do Dr. Loboto, que não era tão inteligente assim, mas manipulado por uma força maior que será revelada logo na sequência. Mas voltando para o jogo atual, logo que ele começa, você já sente como se o tempo tivesse continuado, pois a sensação é de um grande saudosismo para os que tiveram o privilégio de jogar o primeiro game. Por ele ser uma continuação direta, é como quase um pedido de desculpas do estúdio pela demora, mas que valeu muito a pena.

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Um contexto para os novatos

Se você está se perguntando se pode jogar Psychonauts 2 sem ter jogado o primeiro, a resposta é sim, pois o game narra os acontecimentos do primeiro jogo e não te deixa tão perdi na história. Mas caso seja de seu interesse, o jogo (assim como o segundo) está disponível para assinantes do Xbox Game Pass. E por mais que já tenha passado tanto tempo, ele não está datado (pelo menos eu não achei), podendo ser apreciado para que adora os bons e velhos jogos de plataforma.

Psychonauts 2 é um game de plataforma 3D, no qual o personagem principal, o malabarista acrobático, Razputin “Raz” Aquato, de dez anos, descobre que possui poderes mentais, sendo capaz de entrar na mente das pessoas para entendê-la e “consertá-la”, digamos assim. Por ser um grande fã da agência Psychonauts, ele sonha em fazer parte do time de agentes e resolver crimes. Quando Raz consegue fazer parte dos agentes por ter participado do programa do acampamento, seu sonho começa a virar realidade.

Retomando os acontecimentos, Raz, Lili, Milla, Sasha e Oleander partiram em uma missão para resgatar Truman Zanotto, pai de Lili e um dos lendários Psychonauts, sequestrado pelo Dr. Loboto. Mas no desenrolar da história, eles descobrem que LOboto não agia sozinho e que o sequestro de Truman era apenas a ponta do iceberg para algo bem maior. Começa a ser especulado que existe um traidor na agência e todos parecem ser suspeitos. Não conseguindo conter a emoção de ir conhecer a base pela primeira vez, Raz logo percebe que ninguém sabe exatamente de seus grandes feitos e é tratado apenas como um estagiário, começando o primeiro período.

Carisma é o sobrenome do jogo

Se tem um fator (entre muitos), que os jogos criados por Tim Schafer se destacam, esse fator é o carisma dos personagens. E com Psychonauts 2 não poderia ser diferente. Ao chegar na base e explorá-la somos apresentados por diversos personagens, como os alunos da turma de Raz (que não tem nenhum apreço por ele e zombam desde o primeiro momento), outros agentes espalhados pela base e até a família (quase) completa de Raz. É incrível como os diálogos possuem a cara do diretor e como são bem interpretados pelos mesmos dubladores do jogo original, entre eles, Elijah Wood (aquele mesmo). Ao conhecer alguns personagens-chaves da aventura, você também descobre que além do humor nas falas, o game conta com uma aura de auto conhecimento, o que difere bastante do primeiro. Logo na primeira grande fase, é notável como o game toca em temas como depressão, alívio, perdão, entre outros mais delicados.

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É muito recompensador falar com alguns NPC’s e pegar a referência ao primeiro jogo, especialmente as indiretas entre Raz e a “namoradinha” Lili. Em um determinado momento da aventura, você chega ao bom e velho acampamento e Raz fala: “Parece que não venho aqui há…3 dias”, referindo-se ao tempo que demorou para o jogo ser lançado.

Jogos em plataforma estão mais vivos do que nunca

Eu não sei vocês, mas desde Yooka-Laylee sinto que os jogos de plataforma estão voltando com tudo para o mainstreaming. Psychonauts 2 conta com um mundo muito vasto para ser explorado e cenários diversificados, que nem sempre poderão ser explorados naquele exato momento, pois você precisa de certas habilidades. Essas, que são a estrela do jogo e também são usadas como armas de combate e podem ser melhoradas ao longo da campanha. Certos inimigos só poderão ser derrotados com um certo tipo de poder, mas você só pode equipar 4 ao mesmo tempo, nos gatilhos. A troca das habilidades poderia ser mais prática, pois é necessário pausar o game e abrir o disco de habilidades.

Raz possui pulo duplo, pula de parede em parede, se agarra em beiradas…tudo que um bom game de plataforma deve possuir. A mecânica é bem precisa e responsiva, o que também é essencial para um jogo desse estilo. Ao não conseguir fazer 100% da fase, você poderá retornar na mesma par terminar a limpa. E certamente é algo que farei em breve.

Falando do combate, os poderes são bem aproveitados, mas como mencionado anteriormente, cada inimigo possui uma fraqueza única e em certos momentos são tantos inimigos diferenciados que a tela fica uma confusão de uso de poderes, pausa, troca habilidade, corre, pula…mas convenhamos que isso nunca foi o ponto forte do game.

Uma beleza visual e psicodélica

Um dos aspectos que mais chamavam a atenção nos gameplays era como os cenários eram bizarramente lindos e assimétricos, assim como os personagens. Como o foco são as mentes dos indivíduos, cada um possui uma personalidade única, o que faz com que em um momento você está em um casino e é levado para uma ala médica e nem percebeu. Sem dúvida que a direção de arte é merecedora de diversos prêmios.

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Além disso, em diversas fases é notada a presença de elementos 2D, como quando você está em uma máquina de cassino e deve chegar ao outro ponto, fora a áurea dos anos 60 que rodeia a maioria dos mundos, regados com muita psicodelia e outros elementos que é melhor não comentar nesse review. É um show de fotografia.

Candidato ao jogo do ano

Sem dúvida que o game é forte candidato ao jogo do ano, mas se nem concorrer tá tudo bem, pois os fãs da franquia já estão felizes e aliviados com o que foi apresentado. Psychonauts 2 mistura tudo que marcou o jogo original, só que mais maduro e com novas habilidades que fazem Raz estar pronto para deixar de ser apenas um estagiário e se tornar uma lenda entre os Psychonauts.

**O jogo foi gentilmente cedido pela equipe de XboxBR para essa análise.

Análise do Arena

Psychonauts 2 mistura tudo que marcou o jogo original, só que mais maduro e com novas habilidades que fazem Raz estar pronto para deixar de ser apenas um estagiário e se tornar uma lenda entre os Psychonauts.

9
Incrível
  • História 9
  • Gameplay 9
  • Gráficos 9

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