Mortal Kombat 11 – [Análise do Arena]

“Get Over Here!!”

Depois de uma longa espera, finalmente Mortal Kombat 11 foi lançado, o mais novo jogo da franquia de artes maciais foi desenvolvido pela NetherRealm, em parceria com QLOC e Shiver. Vamos agora para nossas impressões sobre o jogo:

  • História

Vamos começar falando do que mais chamou atenção. Mesmo com o lançamento de Mortal Kombat em 2011 e do X, esse é o primeiro game após 12 anos que traz uma história totalmente inédita. Os títulos anteriores, tinham como linha principal os mesmos acontecimentos de MK 1, 2, 3 e 4, contadas com algumas alterações. Construir uma nova história dentro de um universo que já foi bastante explorado, sem perder a essência central da franquia, é um grande desafio. E foi isso que os produtores nos entregaram.

A história é um continuação direta aos eventos gerados do game de 2011 e no MK X. Se você não tem ideia do que aconteceu nesses dois jogos recomendo jogá-los ou procurar saber dos fatos.

Começando a ser contada 2 anos após a derrota de Shinnok, dessa vez, o jogo nos apresenta Kronika, a guardiã do tempo como a grande vilã.

Depois das alterações que ocorreram devido as ações de Raiden, a guardiã não ficou feliz com a mudança nos planos que ela tinha para o futuro, e então, decide reiniciar o tempo, deixando a existência de Raiden de lado.

Até o MK X, os seres mais poderosos eram os deuses antigos, mas agora temos Kronika e seus poderes estão acima de todos. Mesmo com tanto poder, ela ainda não tem força o suficiente para reiniciar o tempo sozinha, então ela começa um “Armagedon Temporal”, trazendo alguns dos lutadores direto do torneio que acontecia no game de 2011, para reunir aliados contra Raiden. E assim, criando um novo enredo em cima dessa batalha para impedí-la.

Mortal Kombat 11 nos coloca dentro de um enredo interessante, ao colocarem duas gerações frente a frente, nos traz uma nostalgia ao observar como os personagens mudaram, se tornando totalmente diferentes do que eram há 2 jogos atrás (claro, alguns nunca mudam, como o mercenário Kano).

Ainda seguindo o estilo de modo história dos dois jogos anteriores, o trabalho que tiveram para criação dessa é impressionante! Conseguem nos interessados em ver cada dialogo presente nos capítulos, com momentos nostálgicos, emocionantes e até mesmo humorísticos. Particularmente, eu vejo a história de Mortal 11 como umas das melhores presente na franquia até hoje.

E alem do enredo principal, ainda temos finais alternativos para cada personagem jogável, apesar de não fazer parte da história principal, ainda são interessantes e vale a pena desbloqueá-los finalizando uma torre.

  • Gameplay

A ideia principal de um jogo de luta em 2D se mantém inalterada, porém, tivemos mudanças nas mecânicas presentes dentro do combate. A mais visível é a substituição do especial, e no lugar do Raio-X, temos o Fatal Blow, mas apenas uma mudança visual. No lugar de ossos quebrando, temos mais sangue jorrando para todo lado. E agora, só pode ser acertado uma vez por partida. Nosso famoso raio-X, agora é ativado depois de determinada sequência de golpes..

Ainda sobre as novidades dentro do combate, tivemos a divisão da barra de especial. Ao invés de uma única barra para ser usada como o jogador decidir, agora temos presente uma barra exclusiva para fortificar ataques e melhorar a defesa, que serão carregadas constantemente sem precisar levar dano ou causá-lo.

Essa divisão trouxe pontos positivos mas também negativos. Os golpes especiais agora necessitam de uma fortificação para iniciarem ou darem continuidade a um combo, tornando as lutas um pouco mais calculistas na hora de gastar suas barras de fortificação ou até mesmo as de defesa.

No quesito de movimentação, foram feitas algumas melhorias desde o Beta, chegando a algo bem próximo do que já tínhamos no game anterior. Com estilos únicos de combate, podemos observar ainda uma certa semelhança em alguns deles. Temos personagem rápidos, que são ideais para quem curte mandar combos enormes e personagens mais pesados, que compensam a ausência de alguns golpes com um maior dano causado por golpe.

Apesar de ser difícil a criação de um jogo de luta com equilíbrio entre os personagens, mesmo com uma alta variedade de personagens, o game consegue chegar próximo. Aqui, o desequilíbrio está na facilidade de dominação de cada personagem, que pode ser relativa.

Combinando todas as novas melhorias com o que já existia no jogo, tivemos uma nova mecânica ainda mais fluida e frenética, podendo manter os jogadores facilmente presos na frente do console por varias horas (passei 21 horas seguidas).

  • “Kustomização”

Essa é a grande novidade: o novo jogo trouxe o fim das variações que nos foi mostrado em MK X e agora, temos a personalização de variações. Além de visuais, iremos poder criar nosso próprio set de ataques, tendo ataques fixos de cada personagem e mais três selecionáveis, para gerar uma variação que seja a ideal para seu estilo de jogo. Isso nos trouxe um pouco mais de competitividade e identidade.

Os “konsumíveis” são mais um novidade. Itens que podem ser adquiridos na “kripta” ou nas torres. Eles irão oferecer bônus ou uma ajuda dentro de um combate. Pode parecer bobagem, mas quando cair naquela torre com vantagens absurdas, os itens vão mostrar que podem ser bem úteis.

Pela primeira vez na franquia, temos a presença de um sistema que talvez alguns considerem como o polêmico “Pay To Win”. Até agora, só teve a presença de itens visuais e um item consumível, mas nada que consiga dar real vantagem para aqueles jogadores que gastam um pouco mais com o jogo. Mas todos os itens ainda podem ser adquiridos sem gastar nada.

  • End Game

Temos o novo estilo de “Kripta” para ser explorado após o fim da campanha. Dessa vez, você irá adentrar a ilha de Shang Tsung, controlando um personagem em 3D, para resolver puzzles e adquirir os itens desbloqueáveis do jogo.

Também iremos contar com um novo modo treino, totalmente aperfeiçoado e melhorando para deixar pronto para as partidas, seja eles online ou offline, o jogo irá te preparar na prática e na teoria para enfrentar os desafiantes.

Após o termino da campanha, o que mais vai nos prender dentro do jogo são as torres. Ainda foram mantidas as torres “klassicas” presentes do MK X, e a novidade são as torres do tempo, que sofrem mudanças periodicamente e sempre rendem boas recompensas para quem as finalizar.

Temos a volta do “Rei do Combate”, modo no qual você é um jogador que fica como líder da sala, e os outros jogadores precisam batalhar, até conseguirem tomar a liderança.

Temos o curioso modo IA, aonde você escolhe três lutadores para batalhar automaticamente contra três lutadores de seu adversário. É um ótimo modo para aprender mecânicas, testar sets e conseguir ouro para a “kripta”.

E claro o classico modo 1v1, modo aonde os amigos viram inimigos e os inimigos são mais odiados ainda.

  • Visual e Áudio

Para um jogo de violência como Mortal Kombat, é claro que precisaria de ótimos gráficos, e esse é um ponto aonde o jogo não deixa de agradar. Desde os detalhes de cada personagem, do fundo do mapa e até as expressões de cada personagem, é uma obra de arte.

A trilha sonora do jogo, apesar de ser um ponto em quem poucos jogadores reparam, isso vai mudar. As músicas de fundo escolhidas combinam e motivam cada luta da campanha, gerando adrenalina no combate.

  • Considerações Finais

Como um grande fã da franquia, posso afirmar que acertaram mais um vez, apesar de algumas decepções particulares como em MK X, dessa vez, não temos uma história forçada. Podemos observar um enredo muito bem desenvolvido, que vale a pena cada minuto jogado.

No pós-campanha, temos o bom e velho Mortal Kombat de sempre. Mesmo com algumas alterações para os fãs de carteirinha, eles irão aproveitar o máximo o que o jogo tem a oferecer. Pra quem ainda não conhece ou não se familiariza com esse estilo de jogo, esse é o ideal para dar uma chance.

9.5

Nostálgico e emocionante

Trazendo uma nova mecânica de combate, Mortal Kombat 11 é o jogo de luta que irá segurar os jogadores por mais alguns anos, conquistará novos fãs para franquia e emocionará os fãs de carteirinha!

  • História 9
  • Gameplay 10
  • Visual 10
  • Áudio 9

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