Monique Alves, do Resident Evil Database – [Arena Entrevista]

Ela é apaixonada pela franquia Resident Evil. Super simpática e divertida, ela é dona de um dos maiores fansites de Resident Evil do mundo: O Resident Evil Database. Estamos falando da Monique Alves, que disponibilizou um tempinho pra bater um papo bem legal com o Arena.

Arena Xbox (AX): Conta pra gente, como que você conheceu a franquia Resident Evil e qual jogo te fez virar fã de carteirinha da franquia.

Monique Alves: Bom, eu conheci Resident Evil com 11 anos de idade. Quem me apresentou Resident Evil foi meu irmão. Eu tenho um irmão que é 8 anos mais velho, e ele tinha recém comprado um PS1, e aí ele me apresentou uma lista de jogos, e pediu para que eu fosse atrás desses jogos pra ele, e entre esses jogos estava o Resident Evil 1, e foi esse também que me introduziu na franquia e também me fez virar fã de carteirinha da franquia.

Eu sou muito apaixonada pelo primeiro jogo, quando eu vi aquela abertura live-action eu me apaixonei de cara, foi amor à primeira vista, e aí eu comecei a ir mais fundo na história, e a traduzir os documentos e tentar decifrar os enigmas. Eu não sabia nada de inglês e eu ficava com um dicionariozinho escolar tentando entender as perguntas, tentando entender a história, os termos em inglês e tudo mais.

Arena Xbox (AX): Você se identifica com algum (a) personagem da franquia? Se sim, qual?

Monique Alves: Eu me identifico com vários personagens, eu acho que existe um misto de personagens que me inspiram inclusive. A Jill Valentine é a minha personagem favorita, eu gosto muito dela, ela foi a primeira personagem feminina e ela serve de inspiração pra mim até hoje.

Eu gosto muito do Chris também, pela forma como ele é determinado. E eu gosto muito da Claire, o jeito dela de ser impulsiva e aventureira (eu não sou tão aventureira quanto ela, gostaria de ser rs), mas eu gosto disso também, esse instinto maternal que ela tem e que confronta com esse estilo aventureiro, esse espírito aventureiro dela.

Gosto muito do Barry, que é um cara mais família. E o Leon mesmo, apesar de eu brincar e fazer brincadeiras com o Leon, gosto muito dessa coisa dele de levar pro coração as coisas, eu sou muito assim também. Então são esses personagens com que eu me identifico.

Arena Xbox (AR): A primeira impressão que dá quando jogamos algum Resident Evil clássico pela primeira vez, é que Resident Evil é um jogo de zumbis. Conforme vamos jogando, nos deparamos com outros inimigos, mas os zumbis são os inimigos predominantes no clássico. A partir do Resident Evil 4, tivemos novos inimigos predominantes, como os ganados, entre outros. O que você achou dessa mudança?

Monique Alves: Olha, inicialmente eu fui muito resistente com a mudança de foco e de inimigos. Claro, a idade vai chegando e a gente vai ficando mais maduro em relação a certas coisas. E hoje eu vejo que Resident Evil na verdade não é uma série que fala de zumbis, ela é uma série de bioterrorismo, então, ela tá indo muito bem nesse foco.

Essa mudança dos zumbis eu acredito que foi necessária em um certo ponto, mas eu gosto muito de confrontar o efeito colateral da arma biológica e do bioterrorismo, que no caso é o zumbi, então eu gosto muito disso. Eu prefiro mil vezes enfrentar esse efeito colateral do que enfrentar a arma biológica por si só, como inimigo básico. Claro, você pode ter arma biológica como Tyrant, como o próprio Nemesis, como chefes no jogo, mas eu acho que mais interessante é você enfrentar o efeito colateral. Zumbi ou o licker mesmo é muito mais divertido, por que você não sabe o que esperar.

Monique Alves mostrando um pouco de sua coleção sobre Resident Evil

Arena Xbox (AR): Falando um pouco sobre o universo cinematográfico da franquia, sabemos que os filmes dirigidos pelo Paul Anderson não são adaptações totalmente fiéis aos jogos, e decorrente a isso, alguns fãs rejeitam totalmente os filmes. Qual a sua opinião sobre esses filmes?

Monique Alves: A minha opinião sobre os filmes é que eles são divertidos e felizmente filmes e jogos não se misturam. Digo os filmes da Milla Jovovich, os filmes live-action no caso, pois os filmes em animação, esses sim são canônicos e fazem parte do universo dos jogos. Mas sobre os filmes da Milla Jovovich, eu não tenho nada contra. Eu gosto muito do primeiro filme. O segundo filme eu ainda gostei bastante, apesar de algumas diferenças, de ter algum envolvimento com os personagens do jogo, eu acho que não precisava, mas foram os fãs que pediram muito por isso. Nós mesmos criamos a maldição que hoje a gente xinga (risos). Mas eu gosto muito dos filmes.

Eu tive a oportunidade de conversar com a Milla Jovovich e com o Paul Anderson, e eles são adoráveis, são pessoas incríveis. Eu vejo que eles gostam muito, não só do dinheiro, mas eles gostam muito de Resident Evil, e eu acho que eles quiseram criar a sua própria fórmula, sua própria versão, tipo uma fanfic mesmo, igual um fã mesmo que cria fanfics. Eu mesmo já escrevi tantas fanfics, que hoje quando eu leio, eu vejo que não tem nada a ver com Resident Evil (risos), então, eu super entendo eles. Eu tenho essa empatia com eles, e bom, os filmes ajudaram a popularizar Resident Evil no Brasil. Se a gente vê hoje camisas de Resident Evil em eventos de anime por exemplo, a gente tem muito o que agradecer aos filmes live-action.

Então eu respeito os filmes e sempre lembro os fãs: se você acha que os filmes são problemáticos por causa da Milla e do Paul, saibam que se a Capcom não aprovasse os filmes, eles não existiriam. A Capcom batia o martelo e opinava, a Capcom sempre opinou muito sobre o que deveria estar ou não nos filmes live-action também, então não era só o dedinho do Paul Anderson e da Milla Jovovich não viu.

Entrevista com a Milla Jovovich

Arena Xbox (AR): Ao todo foram lançadas três animações de Resident Evil: RE: Degeneration, RE Damnation e RE Vendetta. O que você achou dessas animações?

Monique Alves: Sobre as animações, eu gosto muito da Degeneration e da Damnation. A animação Vendetta que chama A Vingança aqui no Brasil, eu achei muito ruim. Eu achei a história muito fraca, bem ao estilo dos filmes da Milla Jovovich (a galera xinga, mas o Vendetta não ta muito longe não de qualidade e história). Uma pena não terem aproveitado bem a Rebecca, uma pena terem forçado a presença do Leon no filme, sendo que o protagonismo claramente era do Chris e da Rebecca, e eu gosto deles, mas eu acho que o Vendetta deixou muito a desejar, muito mesmo, acho ele muito ruim.

E se for pra ter mais filmes de animação na qualidade do Vendetta, eu prefiro que não tenha. Agora, se for pra voltar pra qualidade do Degeneration por exemplo, serão muito bem-vindos, afinal, os filmes de animação são canônicos, eles contam para a cronologia da série, da história de Resident Evil.

Arena Xbox (AR): Em 2017, foi anunciado o reboot do universo cinematográfico da franquia, que contará com a direção de Johannes Roberts. Quais suas expectativas para os novos filmes que serão lançados?

Monique Alves: Sobre esse reboot, eu sempre fico com o pezinho atrás e ao mesmo tempo, é claro, o hype me deixa confiante. De acordo com o diretor, o Johannes Roberts, o filme vai ser muito mais ligado com as origens do terror, e o próprio roteirista também já disse que ele tá focando bastante no clima, na ambientação do Resident Evil 7 pra criar uma coisa mais gore, uma coisa mais terror, uma coisa mais sanguinária, então eu acho que a gente pode esperar grandes coisas. No entanto, a saída do James Wan da produção já me deixou meio cabreira, mas eu quero manter a minha confiança de que vai ser uma coisa boa sim. Então eu acho que a gente pode esperar grandes coisas.

Arena Xbox (AR): Voltando ao universo dos games, o quão chocante foi para você a revelação de Resident Evil 7 ser na perspectiva em primeira pessoa?

Monique Alves: Olha, foi bem chocante ver o Resident Evil 7 em primeira pessoa, porém, quem é muito fã da franquia sabe que não é a primeira vez que Resident Evil tem jogos em primeira pessoa.

A gente tem a franquia Survivor né, que na verdade é uma subsérie. A gente tem a subsérie Chronicles, que são jogos em primeira pessoa, então não foi um grande espanto. O espanto foi terem levado pro lado do VR e pro lado da série principal, mas eu achei bem positivo, eu gosto bastante de Resident Evil 7. Eu não lido muito bem com jogo em primeira pessoa, eu fico meio desnorteada (risos), mas eu achei que foi bem legal, o jogo é muito bom, então ele compensa, a história é boa, então compensa o fato de ser em primeira pessoa. A primeira pessoa também ficou bem boa, bem balanceada, mas eu acho que os próximos jogos não serão em primeira pessoa, porque o 2 remake em terceira pessoa mostrou que a RE engine fica melhor em terceira pessoa na verdade (risos). É uma engine bem versátil na real.

Arena Xbox (AR): Esse ano a Capcom nos presentou com o tão pedido remake de Resident Evil 2. Por se tratar de um remake, o jogo conta com algumas diferenças em relação ao Resident Evil 2 de 1998. O que você achou desse remake?

Monique Alves: Resident Evil 2 remake tecnicamente é impecável, eu espero muito que ele seja indicado ao jogo do ano no The Game Awards. Eu acho que ele merece pelo menos a indicação, não acho que ele vá levar, mas eu espero pelo menos uma indicação, porque a parte técnica dele é impecável. Eu acho que na parte narrativa ele deixou bem a desejar, infelizmente.

A gente sabe que a Capcom tem realmente problemas com narrativa hoje em dia, tanto que a história tem sido o fraco desde Resident Evil 6, que apesar de ter coisas muito boas, também tem coisas muito ruins na questão da narrativa e eu acho até que essas coisas de remakes ajudam a Capcom a empurrar com a barriga um pouco as sequências da história e assim eles podem ficar repetindo histórias. Mas poxa, eles tinham uma história pronta de vinte anos atrás que eles podiam ter sido apenas fiéis, e infelizmente eu acho que pecou. Mas a parte técnica do jogo é maravilhosa, a gameplay é incrível, é um jogo viciante e gostoso de se jogar.

Arena Xbox (AR): Na BGS do ano passado, você entrevistou Yoshiaki Hirabayashi, o produtor de RE2 Remake. Mesmo tendo o registro em vídeo, você pode contar um pouco como foi pra você essa experiência?

Monique Alves: Entrevistar o Hirabayashi foi um achievement (conquista) na minha vida. Eu já tinha entrevistado o Hirabayashi duas vezes, porém por e-mail. E eu já tinha entrevistado outros produtores por e-mail, mas foi a primeira vez que eu pude entrevistar um produtor de Resident Evil, que é a franquia da minha vida, do meu coração, pessoalmente. E foi uma experiência incrível. Eu tava um pouco nervosa no começo, muito mais nervosa de perder arquivos (eu sou uma pessoa muito ansiosa, então tava com medo de perder arquivos ou o tempo que eu tinha não ser suficiente), mas no fim, fluiu super bem a nossa entrevista, foi muito legal, eu acho que ele ficou bem a vontade. E o Hirabayashi é muito brasileirinho no espirito dele. Eu acho que os japoneses que são mais fechados por essência, até pela sociedade japonesa, quando eles chegam aqui, eles podem se soltar, então eu tentei deixar ele mais a vontade possível, então eu acho que nas respostas dele da pra ver que ele tava muito a vontade, ele deu risada, ele se divertiu, foi muito bacana, foi uma experiência incrível.

E espero poder repetir essa experiência muitas outras vezes, e não só com Resident Evil né, quem sabe um Miyazaki no futuro, eu adoro a série Souls, adoro a From software. Quem sabe poder entrevistar o Mikami, que hoje não é mais de Resident Evil, mas já foi. É meu sonho na verdade da vida é entrevistar o Mikami. Tomara que a Bethesda me de essa oportunidade um dia. Poder entrevistar um Neil Druckmann, que eu adoro The Last of Us por exemplo, então espero muito poder ter essas oportunidades na vida.

Entrevista com o Hirabayashi

Arena Xbox (AR): Quais suas expectativas para o remake de Resident Evil 3? Preparada para correr muito do Nemesis? (risos)

Monique Alves: Eu acredito que se eles forem fazer um remake de Resident Evil 3, deve ser uma reimaginação no moldes de Resident Evil 2 remake. E sim, to preparada pra correr muito do Nemesis, porque se o Mr X já foi tenso, eu acho que mais na primeira vez que você joga, porque depois que você repete dez vezes o mesmo jogo, você sabe lidar mais com o Mr X. Mas eu acho que com o RNG bem colocado, mais diverso, e um upgrade no Mr X, olha, o Nemesis vai aterrorizar muita gente viu.

Resident Evil 3 remake não foi confirmado, mas devido ao sucesso de Resident Evil 2 remake, provavelmente a Capcom vai lançar esse remake, cedo ou tarde.

Arena Xbox (AR): Project Resistance foi um título jogável na BGS 2019. Quais são suas primeiras impressões sobre ele?

Monique Alves: Infelizmente as minhas primeiras impressões do Project Resistance não foram das melhores. Inclusive a Capcom do Brasil me pediu esse feedback, eu passei pra eles, eu mandei um relatóriozinho que eles me pediram pra falar sobre, tanto a minha impressão, quanto da comunidade do Database, as impressões que as pessoas estão tão tendo, e eu passei pra eles. No entanto, conversando com o pessoal da Capcom do Brasil, eles me pediram pra confiar, então eu estou confiando eim.

Arena Xbox (AR): Se você tivesse o poder de definir o futuro da franquia, o que você mudaria nos próximos jogos?

Monique Alves: Se eu pudesse definir o futuro da franquia Resident Evil, a primeira coisa que eu faria seria colocar um roteirista fixo pra todos os próximos jogos.

O Dai Satō foi o roteirista dos Revelations, e o roteiro dos Revelations, apesar de claro ter umas viagens (risos), é muito bom. Eu acredito até que essas viagens sejam atribuídas pelo fato do Dai Satō ser roteirista de animes por exemplo, mas o Dai Satō é muito bom, ele é muito criativo, então eu pegaria o Dai Satō pra ser o roteirista oficial, fixo de todos os jogos à partir de agora. Ele poderia ser um consultor também, ou se a Capcom claro, precisasse dos meus serviços, eu poderia ser uma consultora, chama nós Capcom (risos).

Mas brincadeiras à parte, eu acho que falta uma pessoa que direcione, tanto um consultor, quanto um roteirista. Esse consultor e roteirista poderia ser o próprio Dai Satō fazendo as duas coisas, porque ficar passando a história de mão em mão, tá dando bagunça, e claro, você não coloca desenvolvedor pra escrever roteiro, eles desenvolvem, o roteirista que escreve roteiro, então eu acho que isso tá pecando bastante também, e foi oque eu acho que prejudicou Resident Evil 2 Remake que tinha tudo pra ser o melhor jogo da história, não só da franquia, se eles tivessem mantido a fidelidade a história do jogo original.

Arena Xbox (AR): Falando um pouquinho do Database. Nesse ano, ele comemorou 9 anos de existência, sendo fundado em um ano onde nem todos tinham acesso a internet e hoje ele é um dos maiores fansites brasileiros de Resident Evil, sendo reconhecido inclusive no portal oficial de Resident Evil, em inglês. O quão impactante é pra você isso hoje?

Monique Alves: O Resident Evil Database na verdade não foi meu primeiro site de Resident Evil. Em 2000 eu criei o Face Your Fear, e hoje o nome Face Your Fear é o nome do meu podcast, que é o podcast do Resident Evil Database.

E olha, é muito impactante pra mim saber que as pessoas usam o Database como referência, mas era o que eu queria mesmo (risos). Eu sou bem ambiciosa sabe, e muito perfeccionista, então eu tento fazer do Resident Evil Database o melhor conteúdo possível, um verdadeiro banco de dados de Resident Evil pros fãs, para a comunidade, e eu tento dar o meu melhor, fazer o máximo possível de conteúdo, e conteúdo bom, porque não adianta só você encher linguiça. Tanto que eu tento fazer um conteúdo bem sucinto, não aquele textão gigantesco, mas uma coisa mais sucinta, para que as pessoas se sintam a vontade de ler o necessário, o essencial, então não gosto muito de ficar floriando o texto pra encher linguiça.

O Resident Evil Database foi pioneiro em muita coisas, como por exemplo, a gente não tinha um canal no Youtube ainda quando a gente criou o ResidentTV que era um programa que inicialmente era ao vivo pra falar sobre Resident Evil na finada Justin TV, que hoje se chama Twitch, então a gente fazia um ao vivo pra responder perguntas, a gente fazia programas temáticos, claro, sempre focados em Resident Evil, mas por exemplo, hoje a gente vai falar de armas biológicas, a gente vai falar de personagem X, e aí a gente falava e respondia perguntas sobre esse tema, isso foi lá em 2011, e a gente colocava os arquivos dentro do nosso site. Eu falo nosso, mas na verdade o Database sou só eu né (risos).

Mas depois, em 2014, eu fui pro Youtube, coloquei todos esses arquivos lá, e eu acho que ele foi bem pioneiro. O Face Your Fear que foi meu primeiro site também foi bem pioneiro em entrevistar dubladores por exemplo. Fomos o primeiro site do mundo a entrevistar dubladores. Eu era a louca dos dubladores, então eu ficava indo atrás de dubladores, desde que eu coloquei internet na minha casa em 1999/2000. Então é uma honra poder oferecer hoje esse conteúdo para as pessoas e ver que elas gostam desse conteúdo.

Arena Xbox (AR): Quais as ideias futuras para o projeto Resident Evil Database? Se você puder contar um poquinho a respeito.

Monique Alves: Eu tenho muitas ideias pro Resident Evil Database, mas eu acho que eu sozinha tenho que ir com calma pra poder executar todas elas. Uma coisa que eu quero fazer ainda, é fazer um clube do livro com os fãs de Resident Evil, talvez agora que estamos mudando de plataforma, a gente possa fazer isso, que é a gente pegar os livros, as novelizações, e ler capitulo a capitulo e analisar esses capítulos e falar sobre as diferenças em relação aos jogos por exemplo, eu acho que vai ser muito legal. Quero fazer também isso com análise de files por exemplo.

Quero poder um dia, quem sabe, fazer mais collabs. É que no momento estou morando em Curitiba, mas eu quero fazer mais collabs de Resident Evil com amigos, só que infelizmente meus amigos moram em São Paulo, eu tenho poucas pessoas de Curitiba que criam conteúdo, então as vezes fica um pouco limitado a gravar podcasts, que aí sim posso gravar em áudio. Mas sim, quero fazer mais collabs também, quero apresentar Resident Evil a outros criadores de conteúdo que aceitem fazer collabs às cegas, e eu poder de repente criar um quadro: “Porque jogar Resident Evil” e apresentar e tentar convence-los por exemplo de jogar Resident Evil. É uma coisa que eu quero fazer já faz um tempo, mas eu ainda não consegui viabilizar como fazer isso.

Enfim, eu tenho muitos planos (risos) pro Database, como criar eventos por exemplo, fazer eventos de Resident Evil com o aval da própria Capcom aqui do Brasil, mas também a gente vai precisar de grana (risos), e lógico, cobrir eventos em louco, não só a E3, mas a própria Gamescom, TGS. Eu também trabalho com a Rádio Geek, eu sou a roteirista e colocutora do programa News Games, então poder cobrir esses eventos em louco, seria muito benéfico, não só pro Databse, mas também pro News games e pra rádio Geek então, nossa…gente, eu sou muito sonhadora tá, desproporcional a minha altura, porque eu tenho 1,50, mas eu sonho muito alto (risos).

Area Xbox (AR): Recentemente, a Capcom anunciou que quer reviver franquias adormecidas. Qual franquia adormecida da Capcom você quer muito que retorne?

Monique Alves: Eu gostaria muito que a Capcom trouxesse de volta Dino Crisis. Eu gosto muito de Dino Crisis. Apesar dele ser um survival panic, ele me causava muito panic (risos), eu ficava muito em pânico com aqueles dinossauros. Inclusive recentemente fui rejogar, e sim, eles me causaram muito pânico, muito desespero. Mas eu gosto muito de Dino Crisis.

Eu gosto muito do primeiro, o segundo eu não gostei muito por que eu acho que partiu muito pra ação, e o terceiro eu nem joguei, porque né, todo mundo falou que era ruim, eu falei: não desculpa, tenho mais o que fazer da minha vida. Então eu acho que eles podiam, ou partir do primeiro, fazer uma continuação do primeiro [desculpa gente quem gosta do Dino Crisis 2, eu não gostei (risos)] ou então fazer logo um reboot, pegar a história do primeiro e aí partir disso expandir essa história que é muito boa.

Alô dona Capcom, atenda ao desejo da Monique e de milhares de fãs e traga Dino Crisis de volta!

Arena Xbox (AR): Falando na Capcom, o quanto ela ajuda no seu trabalho?

Monique Alves: A Capcom do Brasil me ajuda como eles podem, porque como eles são muito mais representativos, eles não tem muito poder de decisão por exemplo ou de passar o nome do Resident Evil Database tanto assim lá pro QG do Japão. Eles tentam, eu sempre falo pra eles: poxa, e aí né, como é que tá a Capcom do Japão em relação a comunidade brasileira. E eles sempre dizem: olha, a gente fala muito né. Porque a gente quer claro que a Capcom do Japão saiba que aqui a gente tem uma base instalada muito grande, muito forte, mas eles fazem o que eles podem.

Mas assim, eles me ajudam muito, eles me dão muito suporte. Todas as vezes que tem um jogo novo pra testar, todas as vezes que eu tenho uma dúvida, uma questão, muitas vezes eu já fiz eles levarem questões meio chatas (risos) pro pessoal da Capcom do Japão, e claro, recebi o famoso “não podemos responder isso” (risos).

Mas enfim, eu sou muito grata ao pessoal da Capcom do Brasil, eles são uns amorzinhos comigo, e eu espero que futuramente eles tenham uma base instalada bem maior, inclusive, meu sonho é trabalhar com a Capcom do Brasil como uma Community Messenger de Resident Evil pra essa fanbase gigantesca que a gente tem aqui no nosso país. Então, precisando dos meus serviços, chama nós Capcom, meu currículo vocês já tem, se chama residentevildatabase.com (risos).

Arena Xbox (AR): E para finalizar, qual a mensagem que você gostaria de deixar para os leitores do Arena Xbox e todos os que acompanham o seu trabalho?

Monique Alves: Gente foi um prazer responder essas perguntas. Eu AMEI falar sobre Resident Evil e sobre meu trabalho. Eu amei não, eu AMO na verdade. Então, muito obrigada.

Pra mim é uma honra saber que tem gente que se interessa pelo meu trabalho (risos). Muito obrigada do fundo do meu coração. Eu espero que vocês gostem do meu trabalho, quem não me acompanha ainda, na verdade não é todo mundo que conhece, na verdade a maior parte das pessoas não conhece (risos). Então eu espero que vocês gostem, que vocês tenham o interesse de acompanhar o Resident Evil Database, ir lá e conhecer na verdade, e a partir disso, acompanhar se vocês gostarem.

Estou sempre aberta as sugestões, então, peço que se vocês tiverem sugestões pra melhorar minha abordagem com Resident Evil, vocês sempre me procurem, feedback sempre é muito importante. Agradeço mais uma vez ao pessoal do Arena Xbox pelo espaço, pela oportunidade, pelo convite, e também pelo interesse que vocês têm em saber mais sobre o meu trabalho. Então, um grande beijo ao Lucas  e toda equipe do Arena Xbox. Brigada genteeee!!!

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