Dying Light 2 Stay Human – [Análise do Arena]

Tente manter sua humanidade enquanto enfrenta zumbis e humanos em Dying Light 2

Desenvolvido e publicado pela Techland, Dying Light 2 é a continuação do primeiro e aclamado jogo da série e ousou ao criar em cima de algo que já era tão amado por seus jogadores. Será que as mudanças deram certo? Ou a desenvolvedora polonesa errou ao tentar ir mais longe? Veremos.

Dying Light 2 foi lançado em 4 de fevereiro de 2022 para Xbox One, Xbox Series X|S, Playstation 4, Playstation 5 e PC, no caso do Nintendo Switch, ele teve seu lançamento adiado em relação às outras plataformas.

Trailer oficial mostrando a gameplay de Dying Light 2

Dying Light 2 foi muito esperado tanto por jogadores novos que viram tudo que estava sendo planejado para o jogo, quanto por fãs do primeiro jogo, que ansiavam por uma continuação de um dos melhores survival horrors que manda muito bem em combinar zumbis com parkour.

De Harran a Villedor

No primeiro jogo, a história acontece em Harran, que também dá nome ao vírus. O vírus estava contido em Harran, porém, em Dying Light 2, se espalhou pelo resto do mundo, claro, por conta de um grupo de pessoas que queriam tirar alguma vantagem do vírus. Por conta disso, a humanidade foi quase extinta, restando apenas alguns pequenos agrupamentos em todo o mundo e somente uma grande cidade, Villedor, também conhecida como A Última Cidade.

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A bela e última cidade, Villedor – Foto: Divulgação/Techland

Villedor abriga uma disputa que envolve três facções: Pacificadores, Sobreviventes e Renegados. Os Pacificadores e Sobreviventes vivem em uma certa tensão e disputam territórios, enquanto isso, os Renegados parecem buscar outra coisa e, ao contrário dos dois primeiros grupos, não são muito amigáveis.

Peregrino

O game nos coloca na pele de Aiden Caldwell, um peregrino – alguém que não vive dentro dos enclaves, mas leva sua vida fora dos muros e explora o mundo – que vive fazendo serviços e não segue a mesma forma de comunidade daqueles que estão em Villedor.

Mal sabia Aiden o trampo que teria…

Aiden chega a Villedor com o objetivo de encontrar sua irmã, Mia, que foi separada dele ainda na infância, quando eram usados em experimentos. Durante o jogo vemos vários flashbacks que revelam um pouco da história de Aiden e sua irmã, porém, tudo parece meio obscuro e Aiden não se recorda de todos os detalhes.

O protagonista logo começa a se envolver nos problemas da cidade e nas disputas das facções, vendo que precisará de aliados se quiser encontrar sua irmã e ter acesso ao mínimo que é oferecido pela cidade.

Facções

Os Sobreviventes são pessoas comuns que se juntaram e que tentam sobreviver, grande parte deles vive no Bazar e segue algumas regras básicas de comunidade. Enquanto isso, os Pacificadores são uma espécie de força paramilitar, treinada e que segue toda uma hierarquia, eles oferecem proteção aos outros sobreviventes, caso sigam as regras do grupo.

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Alguns sobreviventes no Bazar

Com ideais e formas de organização diferentes, os dois grupos vivem em grande tensão, mas, conseguem viver, até certo ponto, em harmonia, diferente dos Renegados, que sequer entram nesses conflitos por territórios ou recursos, que são cotidianos para os outros.

É no meio desses conflitos que Aiden precisa se movimentar e fazer escolhas para continuar em busca de informações de sua irmã, mas nada é tão simples assim, tudo é maior do que parece e o envolvimento com outros personagens pode mudar muito a sua forma de enxergar algumas situações.

Escolhas

Uma novidade em Dying Light 2 é a constante presença de escolhas para se fazer e esse é um grande diferencial no jogo, algumas escolhas não farão muita diferença, porém, outras definirão qual facção terá mais controle na cidade, se um personagem sobreviverá, se você se tornará um aliado ou inimigo e, até mesmo, se você largará todo o objetivo da missão e decidirá por outro caminho.

Por diversas vezes eu pausei o jogo e fiquei pensando em qual caminho seguir, é desesperador quando colocam uma escolha difícil e ainda deixam um contador em sua tela, te obrigando a pensar rápido. Esse é um dos motivos que me motivam a jogar novamente para saber o que seria diferente em certos trechos do jogo.

Outro ponto que exige suas decisões é quando você “libera” algumas construções específicas na cidade, essas construções são de grande importância e oferecem algum recurso à população, que não só afetam a vida delas, como podem mudar o rumo de certas coisas. Levando isso em conta, você precisa decidir se essas construções ficarão no controle dos Pacificadores ou dos Sobreviventes, essas escolhas farão com que você receba algum benefício, que funciona de acordo com a facção escolhida.

Quer mais locais para explorar? Pois tome

Uma das grandes mudanças no segundo jogo da série é no tamanho do mapa, ele é bem extenso e cresceu muito verticalmente, agora existem construções imensas como arranha-céus e catedrais. Além disso, grande parte das construções são exploráveis, permitindo que o jogador acesse apartamentos, lojas, depósitos e outros diversos locais.

Villedor é gigante e permite que o jogador atinja o topo de prédios insanamente altos

Para explorar todo esse mapa e construções é necessária uma grande mobilidade, é aí que entra a beleza de Dying Light 2, além das adições que chegaram para facilitar a locomoção, ele aperfeiçoou o parkour.

PARKOUR!

Zumbis e parkour, essas são duas coisas muito importantes e que definem a série Dying Light e, nesse segundo jogo, o parkour foi aprimorado em relação ao primeiro. A movimentação parece muito mais fluída, além de novas possibilidades, alguns movimentos foram alterados e outros completamente novos foram inseridos.

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Fica a questão: Aiden chegou ao outro lado ou deu de queixo na borda?

Aqui o parkour é coisa séria, não é só para brincar por aí não (também pode ser, é muito divertido), é fundamental pegar o jeito de como funciona a movimentação do personagem para que você consiga fugir dos zumbis, cumprir objetivos de tempo, não ficar morrendo por bobeira e não gastar tanto tempo em seus trajetos.

Como foi dito antes, foram feitas adições para facilitar a movimentação no jogo, a partir de certo ponto do jogo você recebe um parapente, sim, agora é possível voar! O parapente é extremamente necessário para que você economize tempo e atinja locais que não conseguiria atingir somente através da escalada.

Screenshot do jogo Dying Light 2, onde o personagem Aiden está voando de parapente entre duas torres de uma catedral em uma noite de lua cheia que está quase coberta por nuvens.
O parapente te permite atingir lugares que você nem sonharia em escalar

Além de te ajudar, o parapente deixa ainda mais divertida a movimentação do jogo, você sai de um trajeto de parkour e começa a voar e, logo depois, volta a escalar algo, mata alguns inimigos e foge de zumbis caso esteja de noite, tudo isso em poucos segundos. As coisas são frenéticas na pele de Aiden.

Cabe citar aqui a mudança no funcionamento do gancho, que convenhamos, era bem apelão no primeiro jogo, agora, ao invés de você ser puxado exatamente ao local para qual apontou o gancho, ele se prende ao local e você o usa mais como uma forma de se segurar ou se balançar para algum lugar. Apesar da mudança, ele ainda é útil em alguns locais e funciona bem dentro do ecossistema de Dying Light 2, da mesma forma que o gancho do primeiro era muito bom dentro daquele conjunto.

Habilidades

Aiden possui duas árvores de habilidades, uma focada em combate e outra em parkour, elas são evoluídas de formas diferentes, para evoluir a primeira é necessário que ações de combate sejam realizadas para que você ganhe experiência nessa árvore (o negócio é sair dando bicuda em zumbi e em quem olhar torto para você). Enquanto isso, para evoluir a árvore de parkour, é preciso, como você já deve ter percebido, realizar ações de parkour: ultrapassar obstáculos, fazer grandes pulos, escalar etc.

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As diversas habilidades disponíveis para você evoluir durante sua gameplay

Algo que chegou para mudar um pouco a mecânica das habilidades foi a questão dos inibidores, em Dying Light 2 é preciso que você ache esses inibidores para não só aumentar seu vigor, pontos de vida e capacidade de se manter por mais tempo em áreas escuras, mas também para liberar algumas habilidades que exigem uma certa quantidade de vigor ou pontos de vida.

As suas habilidades também moldarão um pouco do seu estilo de jogo, você prefere focar em mais mobilidade ou em aguentar mais pancadas? É mais defensivo ou sai maluco batendo em geral? Tenta uma abordagem mais furtiva ou chega chutando a porta? Escolha um caminho e evolua suas habilidades pensando nisso.

Roupas e equipamentos

Outra coisa adicionada ao jogo foi a questão de equipar roupas e equipamentos que afetam suas habilidades, sendo assim, além de evoluir seu personagem, você pode conseguir roupas que aumentarão sua resistência, que diminuirão seu gasto de vigor, aumentarão a experiência ganha etc.

Área onde você equipa suas armas, acessórios, consumíveis, ferramentas e equipamentos

Além disso, ainda é possível usar trajes, que são totalmente estéticos e que sobrepõem a aparência das suas roupas e equipamentos.

Armas

Houve mudanças em como você incrementa suas armas, fora que, agora você não fica mais remendando as armas, se ela quebrar, quebrou. Isso não chega a ser um problema, arma é o que não falta em Dying Light 2, ainda mais se você comprar algumas, que é um bom caminho para conseguir armar bem poderosas.

Diferente do primeiro jogo, aqui não há armas de fogo (pistolas, rifles, escopetas etc.), o foco é em armas corpo a corpo e, também, é possível utilizar arcos e bestas. Caso você queira alguma arma diferente dessas, talvez tenha que procurar um pouco mais afundo no jogo.

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Menu para modificação de armas

De qualquer forma, o jogo segue com um grande leque de “armas de porrada”, que podem ser melhoradas com dano elemental e reforços para que deem mais dano ou para que demorem mais para quebrar.

Gráficos

Os gráficos de Dying Light 2 tem um aspecto “sujo”, que traz essa pegada de um mundo quase que totalmente destruído, porém, não deixa o jogo feio, só não é algo impressionante para todos. Mas como outros jogos, ele não se propõe a ter o gráfico mais realista e não fica ruim por isso, ele tem seu próprio estilo, que talvez não agrade a todos.

Olho de Peixe, o bar mais movimentado do mundo, diga-se de passagem

É possível apontar elementos que poderiam ser de alguma forma mais bem trabalhados, porém, não é algo que vá transformar o jogo, são só detalhes.

Conteúdo adicional e eventos

A Techland prometeu um suporte de 5 anos para Dying Light 2 e já começou a trabalhar nisso, o jogo já recebeu o primeiro capítulo “In the Footsteps of a Nightrunner” em que você tem acesso a desafios dados por um vigilante noturno. Além disso, foi introduzido o modo foto no jogo, que não veio no lançamento.

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Tela inicial de Dying Light 2, onde aparecem as notícias e eventos em andamento

O game também já recebeu o modo New Game+, novas mutações e eventos que modificam alguma coisa no jogo, um exemplo é o evento que facilitou e aumentou a distância que os inimigos eram arremessados com seus ataques, era insano o quão longe eles voavam com uma voadora, foi bem divertido.

Aiden brincando de lutinha com zumbis

O jogo ainda deve receber muito conteúdo, além de diversas correções. Já que tocamos no assunto, vamos ao nosso próximo tópico.

Desempenho e bugs

Aqui as coisas ficam complicadas, apesar de não notar tantos problemas em Dying Light 2, tem um em específico que me incomoda bastante: atraso no som do jogo em certas partes, principalmente depois de iniciar o jogo ou após alguns carregamentos. É horrível tu iniciar um diálogo, sair correndo, sair voando e o som sair atrasado e se misturar em uma dessas ações, quebra o clima do jogo e deixa tudo meio confuso.

Outro problema é a demora para carregar as texturas ao iniciar o jogo, esse problema se tornou mais comum com o tempo, eu vi várias vezes as diferentes camadas de texturas de objetos e personagens sendo carregadas, não atrapalha o andamento do jogo, mas é simplesmente ridículo ver aquilo tudo carregando enquanto você joga.

Em relação a ficar preso em cenários ou no nada, me ocorreu duas vezes, a primeira foi em uma luta contra um personagem em específico, num local fechado, eu tomei uma pancada e fiquei preso entre a parede e um obstáculo.

Outro ocorrido foi durante uma missão em que precisei chegar em um ponto bem alto de um prédio, ao chegar lá fui utilizar o modo de foto do game, para a minha surpresa, o jogo bugou, basicamente, o modo fotográfico não me permitia movimentar a câmera e, ao sair dele, eu não conseguia mais movimentar a câmera ou o personagem. Saí para o menu do jogo e refiz o processo, bugou novamente, então desisti de tirar a bendita foto e prossegui na missão.

Conclusão

Dying Light 2 deu um verdadeiro pulo em diversas áreas em relação ao seu antecessor, além de apresentar uma história que segue por outros caminhos, fazendo isso muito bem. Eu apontaria uma necessidade de focar mais em certos acontecimentos da história, não deixar algumas coisas passarem batidas, assim, prendendo mais o jogador, porém, não são muitas as ressalvas.

É esperado que o jogo melhore ainda mais nos próximos meses e anos, que os bugs sejam corrigidos e que conteúdos empolgantes cheguem para ele, deixando ainda mais visível tudo que o game tem a oferecer.

Com um mundo ainda maior para explorar, mais coisas para fazer, novas formas de jogar e escolhas difíceis de se lidar, Dying Light 2 provou ser um bom jogo e que agradará novos e velhos jogadores da franquia. A desenvolvedora polonesa não deixou o nível diminuir em seu segundo jogo, que claro, contém suas diferenças, mas isso é positivo e não negativo, como muitos consideram. Afinal, repetição de fórmula nem sempre dá certo e a equipe da Techland mostrou que sabe manter a essência de seu jogo e mesmo assim trazer novidades aos jogadores.

Ah! E não se esqueça, stay human.

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**O jogo foi gentilmente cedido pela equipe responsável pela divulgação para essa análise.

Análise do Arena

Com um mundo ainda maior para explorar, mais coisas para fazer, novas formas de jogar e escolhas difíceis de se lidar, Dying Light 2 provou ser um bom jogo e que agradará novos e velhos jogadores da franquia. A desenvolvedora polonesa não deixou o nível diminuir em seu segundo jogo, que claro, contém suas diferenças, mas isso é positivo e não negativo, como muitos consideram. Afinal, repetição de fórmula nem sempre dá certo e a equipe da Techland mostrou que sabe manter a essência de seu jogo e mesmo assim trazer novidades aos jogadores.

Ah! E não se esqueça, stay human.

9.6
Sensacional
  • Gráficos 9
  • Jogabilidade 10
  • Conteúdo 10
  • Diversão 9.5

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