Setembro Amarelo
O silêncio pode dizer muita coisa.

Daymare 1998 [Análise Do Arena]

Cumpre o seu papel como jogo tenso, mas peca em muitos aspectos!

Daymare 1998 é o novo jogo da Invader Studios em cooperação com a Slipgate Ironwork e chegou ao Xbox One no dia 28 de abril de 2020.

O jogo prometia ser um fan game de Resident Evil 2 remake, utilizando de muitas mecânicas e processos que funcionam muito bem com a famosa franquia da Capcom, mas será que funcionou?

Primeiras impressões

Quando eu abri o jogo pela primeira vez, fiquei bem feliz em ver que ele estava traduzido para português. Desde o momento em que você abre o jogo, até o menu principal, tudo lembra Resident Evil em todos o seus aspectos, criando uma ambientação irada!

As primeiras cutscenes são bem familiares com os jogos da Capcom, como a a primeira de Resident Evil 4, mas uma coisa bem familiar é a história.

Basicamente, a empresa Hexacore, perdeu o contato com um de seus laboratórios, então, soldados de um alto escalão são chamadas para descobrir o que aconteceu, isso te lembra de algo?

Mas durante a entrada do jogo, temos diversos problemas técnicos, como queda de FPS e alguns sons que não funcionam como esperado, o que deixa tudo um pouco mais difícil.

Com a minha curta experiencia no mundo de desenvolvimento de jogos, aprendi que realismo é uma coisa extremamente difícil, principalmente para estúdios independentes. Contudo, a Invader Studios em conjunto com a Slipgate Ironwork, decidiram que esse seria o estilo gráfico do jogo.

Daymare 1998 [Análise Do Arena]

A primeira cutscene de Daymare 1998, começa em um helicóptero, onde são apresentados os seus personagens, mas os modelos dos seres humanos incomodam um pouco.

Gameplay

Como era esperado de um jogo que foi inspirado em Resident Evil 2 remake, temos basicamente a mesma jogabilidade, visão em terceira pessoa, munição escassa, entre outros pontos.

Confesso que Daymare 1998 demora um pouco para engatar, os primeiros minutos da gameplay são bem chatos e se baseiam em ambientação e você andar pelos laboratórios para restaurar a energia de algumas partes do prédio.

Daymare 1998 [Análise Do Arena]

Logo de primeira, o jogador é forçado a resolver um puzzle, que deveria ser bem fácil, mas acaba não sendo por ser o contrário de algo intuitivo, mas após algum tempo, você encontra alguns inimigos e o jogo começa a se desenrolar com ajuda da sua incrível ambientação.

Ambientação incrível

Então devemos falar da ambientação, pois o jogo merece esse reconhecimento.

Em Daymare 1998, cada sala em que você deve entrar, é um filme que passa na sua cabeça, pois os cômodos apertados e alguns inimigos que te esperam atrás de objetos deixam uma tensão bem legal, além das músicas e dos efeitos sonoros que ajudam nesse clima.

Daymare 1998 [Análise Do Arena]

Os confrontos podem ser bem desafiadores e frenéticos, deixando o jogador pulando da cadeira. Mas algumas coisas podem deixar o combate chato e até mesmo estranhos.

Um desses pontos é que você não sabe com quantas balas vai matar o zombie, talvez com uma única bala, talvez duas, ou até mesmo o seu pente inteiro (talvez eu esteja exagerando).

Outro ponto que atrapalha é não saber qual o estado da sua saúde enquanto não abrir o seus status, o que você não vai fazer no meio do combate. Basicamente o jogo não demonstra que você está tomando dano, ou que está muito ferido.

Puzzles extremamente desafiadores

Devemos conversar sobre os puzzles, pois assim como a saga de Resident Evil, em Daymare 1998 temos alguns momentos de colocar o cérebro pra funcionar e não só descarregar bala nos mortos-vivos.

Daymare 1998 [Análise Do Arena]

Mesmo passando muito tempo no primeiro quebra-cabeça do jogo, os próximos são bem desafiadores e legais, me lembrando de momentos como os que passei em Resident Evil 1, mas alguns podem ser somente difíceis e clichês.

O grande problema de Daymare 1998

Agora, é preciso falar da minha maior crítica para esse jogo. Você lembra como as coisas funcionam em Resident Evil? Você está solto em um mapa e tem um objetivo a cumprir, então você é forçado a explorar e escolher quais caminhos vai tomar.

Em algumas partes, você vai evitar os zombies e, em outras, terá que gastar a sua preciosa munição por ser um lugar que você vai ficar por um bom tempo ou que vai passar algumas vezes.

Em Daymare 1998, as coisas são diferentes, já que eles usam a mecânica de recursos escassos e força o jogador a ser econômico e racional. Faria muito sentido o jogo se passar em um único mapa, mas não!

Exatamente isso que você ouviu, meu amigo, o jogo tem uma espécie de história linear, onde você segue do ponto A ao ponto B, e ao chegar, você cumpriu a sua missão, parabéns! agora vamos para outro personagem.

E foi de grande criatividade dos desenvolvedores, e muita boa vontade, mas não funcionou! A partir do segundo capítulo, o jogo fica chato e até mesmo maçante, pois não importa se você foi econômico, se matou todos os zombies ou se correu de um ponto ao outro sem enfrentar ninguém.

Daymare 1998 [Análise Do Arena]

Mesmo se mostrando uma experiencia um tanto estranha, o jogo não se torna repetitivo, pois cada personagem possui a sua historia e motivação (mesmo ela sendo bem bizarra, as vezes). Então muita coisa muda de um capítulo para o outro, o ambiente, as armas e obviamente o personagem.

Conclusão

Mesmo sendo bem confuso, o game pode ser divertido em alguns momentos, onde os problemas psicológico do seu personagem fazem ele ter visões e alucinações. Isso vai mudar a forma que você vai encarar o jogo e lhe entregar momentos bem assustadores.

save 4

Concluindo, o jogo pode ter alguns problemas gráficos, como os modelos, ou as texturas que não carregam, os sons que as vezes funcionam, entre outros, mas Daymare 1998 pode ser uma experiência interessante para o fã de survival horror.

Caso você já tenha zerado todos os Resident Evil e não acha nada no mercado que possa ser interessante, talvez Daymare 1998 possa lhe agradar.

Daymare 1998 está disponível na Microsoft Store por R$ 129,95

5.9
Demonstra potencial

Análise do Arena:

Falta polimento, mas pode ser uma boa experiência para os fans de Survival Horror, mesmo com os problemas técnicos.

  • Jogabilidade 7
  • História 5
  • Gráficos 6.5
  • Sons 5
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