Call Of Duty: Vanguard – [Análise do Arena]

Na última sexta-feira, 05 de novembro, tivemos o tão aguardado lançamento do ano, Call Of Duty: Vanguard!

O novo CoD, com desenvolvimento liderado pela Sledgehammer Games, ainda conta com o apoio de outros estúdios, com um dos estúdios principais da franquia, a Treyarch.

Call Of Duty: Vanguard é o terceiro game de uma nova pegada construída pela Activision, que está unificando os diferentes universos da franquia Call Of Duty. Esse novo universo começou com os acontecimentos de Modern Warfare, em 2019, recuando um pouco mais na história para guerra fria com Black Ops em 2020 e, agora, chegando aos acontecimentos da Segunda Guerra Mundial.

Call Of Duty Vanguard

Vanguard apresenta em sua história a mesma fórmula dos últimos dois CoDs: ela é focada na criação de uma unidade especial para mudar o equilíbrio da guerra. E, de cara, podemos achar que essa repetição de temática pode saturar por se repetir pela terceira vez seguida. Contudo, muito pelo contrário, Call Of Duty: Vanguard trabalha essa temática de uma forma empolgante, como não foi trabalhada nos anteriores.

A equipe liderada por Arthur Kingsley, com mesmo nome do game, Vanguarda, tem como objetivo uma única missão: ser formada por soldados de diferentes países com habilidades que se destacam entre os outros. E é isso que o jogo traz sem forçar tempo de gameplay, uma única missão. Após receber informações de uma instalação nazistas que continha informações ultra secretas, a Vanguarda é enviada para entrar no local e sair sem serem visto.

Na única missão, com aproximadamente 6 horas de gameplay no modo história, o jogo traz um grande sacada: o foco maior está no desenvolvimento dos personagens. A franquia sempre trouxe soldados que são, basicamente, os únicos qualificados para aquele trabalho, mas nunca entendemos o porque que eles são os únicos. O game abre espaço para o desenvolvimento de cada personagem, revelando como cada um se tornou o que é naquele momento.

Um segundo ponto que o jogo chama atenção é devolver o clima de guerra para a franquia. Os últimos jogos são bem focados em missões especiais, você tem constantes troca de tiros, mas não temos aquela sessão de guerra. Tiros em todas as direções, bombardeio caindo, tanques de guerra para todos os lados e, ao mesmo tempo, o jogo ainda consegue equilibrar com missões mais estratégicas de entrar e sair sem ser visto ou, para quem não tem muita paciência, pode manter o clima de guerra em todos os casos.

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De uma forma geral, podemos dizer que o modo história do Call Of Duty: Vanguard pode ser considerado um dos melhores até o momento. Ele se enquadra muito bem em um jogo introdutório, para um nova história com personagens peculiares que são desenvolvidos de forma brilhante para um primeiro game. Com uma história bem emocionante e cativante, ele dá abertura para um novo ramo de história para ser explorado pela Sledgehammer, agora basta saber o que eles farão com essa história daqui para frente.

E, é claro, vamos falar sobre aquilo que os jogadores raízes de CoD querem: o multiplayer!

O multiplayer do Call Of Duty: Vanguard foi um dos pontos que mais me deixaram com o pé atrás em relação ao game e  foi o que mais me surpreendeu em seu lançamento. Ele é bem mais acelerado comparado aos dois últimos títulos da franquia e, ao mesmo tempo, ele consegue implementar elementos táticos para a partida. Posso dizer que a Sledgehammer fez uma mistura dos elementos frenéticos do Black Ops: Cold War e os misturou com a mecânica tática apresentada no Modern Warfare de 2019.

Call of Duty: Vanguard é um dos CoDs com maior conteúdo inicial. Nos últimos anos, os jogos da franquia eram lançados com conteúdo relativamente escasso. Vanguard mudou este cenário, com uma grande quantidade de mapas, armas e streaks. Apresentando também um remodelamento no sistema de armas, com a opção de usar dez equipamentos. Isso foi algo que assustou no início, devido ao balanceamento das armas e em poucas horas de gameplay pude perceber que essa quantidade de equipamentos não significa que a arma vai está sempre boa. Você ainda precisa testar diversas combinações para chegar ao seu estilo de jogo e, nem sempre, irá ficar bom. E ainda temos novidades em algumas partes das armas, que anteriormente não eram equipáveis nos jogos passados.

Outra grande novidade é uma mudança na pesquisa de partidas. Agora temos um filtro para escolher o ritmo de qual partida você deseja entrar.  A princípio, pode parecer algo simples, contudo, isso melhora a experiência de quem está tentando jogar e quer encontrar jogadores que tenham um estilo parecido ao seu.

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Olhando para o multiplayer como um todo, temos um multiplayer raiz do Call of Duty, lembrando muito o Modern Warfare 2! Ele traz algumas modificações, mas mantendo toda a jogatina frenética que é o forte da franquia. Me arrisco a dizer que o game é um dos multiplayers mais divertidos até o momento! Você realmente sente o clima de guerra dentro das partidas, com mapas muito bem trabalhados, é difícil não gostar de algum deles, o que é bem raro, já que nos últimos CoDs estávamos vivendo de remaster para manter o multiplayer vivo. Agora tudo que temos que esperar para ver como a Sledgehammer lidará com problemas de balanceamentos, que já estão presentes no jogo, lembrando que todo jogo online apresenta esse problema, especialmente no início. 

Para finalizar vamos falar sobre uma parte que eu achei que seria o ponto alto do game: o modo Zombies. A parte do game continuou sendo desenvolvido pela Treyarch, e por ter uma grande base de fãs, é bem difícil de definir o que aconteceu com ele no Call Of Duty: Vanguard. Eles tentaram criar uma perspectiva totalmente nova para o Zombies, assim como a campanha, queriam ligar o Zombies em todos os jogos.

Esse modo em Vanguard trouxe uma história interessante, que contaria o que deu origem aos Zombies no mundo inteiro. O jogo tem toda uma introdução bacana, uma história bem diferente do habitual que deixa curioso para continuar. O grande problema foi a prática. Eles removeram a coisa mais divertida do modo, que era o Easter Egg presente em todos os mapas. Agora temos três objetivos em cada mapa – sobreviver em uma parte isolada do mapa, coletar itens ou sair limpando determinada área. E, infelizmente, o jogo se torna repetitivo nos primeiros 10 minutos, porque é apenas isso. Tivemos uma mudança no sistema de rounds, que só avançam com conclusão de um desses objetivos, e nem ficar apenas sobrevivendo deixa o jogo menos enjoativo.

Sobre o zombies, a única coisa que posso dizer é que a experiência com o Vanguard foi uma das mais negativas que tive com o modo. Ele tem um grande potencial, repaginou as mecânicas presentes, mas o único motivo pelo qual jogaria ele agora seria para pegar as camuflagens. E vale lembrar que esse é apenas o primeiro mapa do modo, então podemos ter esperanças de que em um futuro conteúdo extra eles corrijam isso, porque o problema não está no modo e sim nos objetivos presentes no mapa.

Considerações finais

Call Of Duty: Vanguard faz jus a franquia, apresentando ótimos gráficos e uma trilha sonora incrível! Ele traz um modo história incrível, imersivo e envolvente, nada menos que o maravilhoso modo história que sempre foi o chamativo da franquia. O multiplayer é o como os mais antigo, frenético e fiel a franquia, mas é claro que traz algumas novidades para a gameplay e o sistema de armas. E, para fechar, temos o modo Zombies que inicialmente deixou muito a desejar, contudo pode ser melhorado futuramente com a adição de novos mapas.

Call of Duty: Vanguard

Call Of Duty: Vanguard faz jus a franquia!

9
Awesome
  • Histótia 10
  • Multiplayer 9
  • Visual 9
  • Diversão 9
  • Design 8

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