Borderlands 3 – [Análise do Arena]

Após uma década, o caos está de volta

Borderlands antes de mais nada, é o pioneiro do consagrado gênero looter shooter (atirar e saquear), que é o combustível para grandes jogos da atualidade, como Destiny e The Division. Mas ele é muito mais que isso, ao misturar uma jogabilidade de tiro em primeira pessoa com elementos de RPG, armas excêntricas e um humor bem apimentado.

Publicado pela 2K e desenvolvido pelo estúdio Gearbox, o game foi um sucesso estrondoso, especialmente nos Estados Unidos e muitos países da Europa. Com o lançamento de Borderlands 2, Borderlands: The Pre-Sequel e Tales from the Borderlands, a franquia se solidifica como uma das mais queridas e fãs ensandecidos, querendo mais. E após uma longa espera, Borderlands 3 é anunciado com legendas em português, criando um hype monstruoso. Mas será que o game atendeu as expectativas? Você confere agora as nossas impressões.

  • Caos! Muito caos

Carregando o pesado fardo da franquia, Borderlands 3 é sem dúvida, o game mais caótico da série. A busca por evoluir o personagem e conseguir equipamentos mais poderosos é muito divertida e não se torna cansativa em nenhum momento. Mas não se engane: os inimigos são desafiadores.

Diferentemente de seus antecessores, a adição da possibilidade de poder pular e se agarrar aos objetos e beiradas dos cenários consegue deixar o combate ainda mais fluido, além do slide (derrapada) quando está correndo. Vale registrar que ao invadir acampamentos dos adorados psychos em busca de realizar missões em busca de loots, vários objetos do cenário são destrutíveis, gerando a sensação mais “realista” de um tiroteio frenético. São pequenos detalhes que são muito bem-vindos.

  • Economia para os slots

Para facilitar a vida do jogador, algumas das armas de Borderlands 3 oferecem a opção de 2 tipos de tiros elementais, como fogo e radiação, por exemplo. Essa, que é outra (e ótima) novidade do game, fazendo com que ao sofrer dano, os inimigos acabam explodindo. Com isso, o arsenal que você carrega, fica mais diferenciado e a preocupação por escolher outra arma aos slots ficarem cheios, diminui consideravelmente. Falando em slot, as máquinas de munição e recuperação de saúde que estão espalhadas pelo game, agora oferecem a opção de apenas recarregar o que está sendo utilizado, não havendo a necessidade de entrar nas lojas e navegar pelos menus de compra de itens.

  • Pandora ficou pequeno demais?

Pela primeira vez na série, os famosos vault hunters (caça-arcas) vão poder sair do planeta Pandora e conhecer outros planetas da galáxia, expandindo a história do game e fazendo com que o passado de alguns personagens clássicos da série seja mais conhecido. Mas apesar da necessidade de conhecer outros planetas, a sensação de ainda estar em Pandora é percebida. Veja bem, os já consagrados gráficos no estilo cel shading (animações em 3D, com efeito cartunesco, desenhados a mão), estão mais bonitos do que nunca, mas a falta de outros personagens nos traz a sensação de apenas encontrarmos inimigos e caixas de loot, independente do planeta, seja o pacífico Athenas ou o urbano cenário de Promethea, com sua guerra de facções. Claro que existem NPC’S espalhados, mas eles não reagem às ações, além de solicitarem missões e ficarem estáticos. Vale dizer que a função de viagem rápida facilita consideravelmente a ida para outros planetas.

  • Novos rostos, nova história e velhos conhecidos

Além de novos planetas, Borderlands 3 traz novos quatro vault hunters, que serão liderados pela veterana siren, Lilith, e cada um oferece um gameplay único e diferenciado. São eles: Moze, a atiradora; FL4K, o mestre das feras; Amara, a Siren; Zane, o estrategista. Cada personagem carrega uma técnica especial. Essa que pode ser evoluída, gerando diversas opções de melhorias e táticas. Não gostou dos recursos escolhidos? Não tem problema, pois os pontos podem ser redistribuídos.

Com relação a história, o game traz os Irmãos Calypso, Troy e Tyreen como os vilões, que estão em busca das arcas e conquistarem seus misteriosos poderes. Claro que o objetivo é impedir que isso aconteça.

Uma das tantas marcas da franquia Borderlands, é trazer um vilão carismático e psicótico, como é o caso do eterno Handsome Jack, de Borderlands 2. Mas diferentemente de seu antecessor, os Irmãos são…só irritantes e trazem o rótulo de influenciadores, fazendo com que sejam venerados pelos psychos. Além dos novos antagonistas, Borderlands 3 alegra os fãs da franquia, trazendo o velho Rhys (Tales from the Borderlands), por exemplo. Agora, como chefe da corporação Atlas.

  • Em time que está ganhando, é necessário mudar?

Se tem um fator que agrada os fãs de Borderlands, é seu modo de contar a história, em meio ao tiroteio frenético e procura por armas melhores. E talvez por “medo” de inovar demais, as missões paralelas do game não trazem objetivos diferentes, além de atirar e buscar itens. Por ser o primeiro jogo para a atual geração, a desenvolvedora poderia arriscar mais em puzzles por exemplo, e trazer novos modos de evolução e grind. O sistema clássico funciona perfeitamente, mas para alguns jogadores, o gênero pode estar datado.

  • Cooperativamente falando

Confesso que nunca fui muito fã de jogos cooperativos (forever alone), mas jogar games com amigos do calibre de Borderlands 3, é uma delícia. O game aposta na solidez da mecânica de seus antecessores mas traz mudanças como a possibilidade de 2 jogadores escolherem o mesmo personagem. Mas claro, devido a variedade de estilos dos vault hunters, é interessante a escolha de habilidades distintas.

Dessa vez, os jogadores mesmo que estejam em levels diferentes, será possível encarar os mesmos desafios, graças ao equilíbrio de nível. Caso seu amigo seja mais rápido e consiga abrir os loots primeiro, fique tranquilo. Uma cópia do item será gerada para cada jogador.

  • Resumo da ópera caótica

Borderlands 3 mantém a essência da franquia e como manda o figurino das gerações, atualiza os consagrados gráficos cel shading para uma nova definição de beleza de cenários. Com novos mundos, o game deixa o deserto planeta de Pandora em busca de expandir o horizonte, apesar de trazer a sensação de deja vú. A desenvolvedora poderia ter ousado em novas maneiras de grinding, mas a velha receita funciona muito bem.

8.8

Caótico!

A essência do looter shooter é mantida com louvor em Borderlands 3, mas a Gearbox poderia ousar um pouco mais e trazer novas formas de grinding. Mas em time que está ganhando, nem sempre mudar é a melhor ideia.

  • Gameplay 9
  • Gráficos 8.5
  • História 8.5
  • Multiplayer 9

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