Assassin’s Creed Odyssey – [Análise do Arena]

O mergulho de cabeça da franquia dentro do maravilhoso mundo dos RPGs

Se me falassem, há alguns anos atrás, que Assassin’s Creed se tornaria um RPG completo, com múltiplos finais, escolhas e evolução de personagem, eu iria chamar tal pessoa de louca.

A saga ficou por tanto tempo na defensiva, que acabamos por tomar o estilo de Assassin’s Creed como algo imutável. Mas depois do lançamento do surpreendente Assassin’s Creed Origins, a saga tomou um rumo totalmente diferente. Alguns fãs não gostaram da nova roupagem que o tão amado “AC” vestiu, e se sentiram ainda mais preocupados com o novo game da tão amada franquia. Mas Assassin’s Creed Odyssey se distancia tanto assim dos seus antecessores?

Bem, para começar, esse foi o período histórico mais antigo de todos os jogos da saga, superando o Egito Ptolomaico de Origins. Ambientado durante a Guerra do Peloponeso (431-404 A.C.), Odyssey se passa antes da formação da Irmandade dos Assassinos e dos Templários.

A Saga Assassin’s Creed já conta com 11 jogos dentro da sua série principal

Começando com o pé no peito na porta! 

Logo no início do game assumimos o papel de Leônidas I, o lendário Rei e General que lutou na Batalha de Termópilas. Nesse início brutal e empolgante para os amantes do filme (e HQ) 300, temos uma breve experiência do que nos aguarda durante o resto da nossa jornada. O início é tão marcante que te deixa sem fôlego com os brutais ataques de lança que Leônidas derrama sobre os Persas. É um espetáculo de sangue, suor e GLÓRIA! 

Fazia tempo que não me empolgava assim com o início de um game da saga. Mas também, quanto mais alto for a subida, mais avassaladora será a queda. Portanto, mantive minhas expectativas sob controle (mesmo sendo um fã da série).

Aquele olhar de quem consegue matar centenas de Persas sem suar

É benino ou benina?

Outra grande diferença que notamos em Odyssey, é que o game nos dá a oportunidade de escolher entre dois personagens. Os irmãos Alexios e Kassandra. Ambos possuem as mesmas oportunidades de quests dentro do game e não diferem um do outro em atributos. A opção é o trunfo aqui! Te dando a oportunidade de visualizar toda a jornada através de uma perspectiva masculina ou feminina. Você não pode mudar sua escolha durante o game. Portanto, se você escolher Alexios (ou Kassandra) deverá permanecer com o mesmo o jogo inteiro. Eu terminei a questline principal com Alexios, mas fiz um novo jogo para ver a diferença ao jogar com Kassandra.

Os dubladores são sensacionais, mas a atriz que cedeu a voz e captura de movimentos para Kassandra consegue entregar uma imersão fantástica dentro do jogo. Não que o dublador de Alexios não seja ótimo, mas a Kassandra me impressionou com sua paixão e emoção nas palavras e expressões.

O início da Jornada

Depois de uma introdução frenética, o jogo traz uma ambientação calma para introduzir a atual situação do personagem de sua escolha. A ilha de Cefalônia, onde você passará o primeiro capítulo do game, é paradisíaca e cheia de vida. Uma viagem aérea com uma música lírica acompanhando o voo suave da sua águia, Ikaros, constroem um sentimento digno de uma viagem temporal. Você realmente se transporta para o local, sentindo o cheiro do oceano e o calor do sol. É revigorante!

No primeiro capítulo você é apresentado ao sistema de escolhas e diálogo do game, que terá uma importância constante durante toda a jogatina.

Ele é empregado em diversas situações corriqueiras nas quests e apresenta discussões de moral bem complexas. Desde matar pessoas inocentes para impedir uma doença, até definir o destino de personagens se você acabar levando o orgulho longe demais. O sistema é bem trabalhado e intrínseco nas relações do seu herói com o mundo. Lembra um pouco o que já conhecemos (e amamos) em games como Mass Effect e Dragon Age.

Uma Odisseia que deixaria Homero com inveja!

Sócrates, uma das muitas personalidades históricas dentro do game

Uma das coisas mais importantes nos jogos hoje em dia é o enredo. Aquele conjunto de situações e histórias que nos faz querer continuar e gastar horas e horas dentro de um jogo. Odyssey tem o maior e mais detalhado enredo da série. Com uma duração de, aproximadamente, 100 horas o jogo é lotado de quests e atividades que te deixaram entretido por muito tempo (por mais que algumas dessas quests se tornem meio massantes com o tempo… mas já iremos tratar disso logo mais na análise).

Os personagens e suas personalidades são o grande trunfo do game. Você irá cruzar com diversas personalidades históricas. Você poderá debater com Sócrates, se tornar amigo de Heródoto, lutar pela democracia com Péricles, ajudar na medicina de Hipócrates e ver diversas outras personalidades entrando em conflito dentro da guerra Esparta vs Atenas.

Falando nessa guerra que tem uma grande importância dentro do game, você pode escolher de qual lado ficar! Você é um Misthios, um mercenário que sempre está do lado de quem pagar mais, e você será uma peça chave no destino da guerra.

Cada território dentro do mapa é dominado por um dos impérios. Chegando nesse território você pode queimar suprimentos, matar soldados para diminuir a defesa e até assassinar o líder daquela nação para enfraquecer o local e no fim, entrar numa batalha épica com dezenas de soldados. Você escolhe de qual lado ficar, e isso trará benefícios e malefícios durante sua jogatina.

Odyssey, assim como outros games da franquia, têm um apelo histórico bem grande. É uma obra de ficção, mas você ainda consegue aprender sobre o período histórico apresentado e se divertir ao mesmo tempo!

O jogo possui também seres mitológicos que você pode enfrentar. O Minotauro, a Medusa e o Ciclope são apenas alguns dos seres fantásticos que habitam o mundo do jogo. Os fãs mais xiitas da franquia podem acabar torcendo o nariz para essa guinada mais fantasiosa do enredo… mas fiquem tranquilos, esses seres mitológicos são bem colocados e justificados dentro do game.

A lendária Górgona traz uma das batalhas mais desafiantes do game

Os personagens do game são muito bem trabalhados. Eu perdi a conta de quantas vezes gargalhei com as histórias e comentários de Barnabás ou dei um fora no egocêntrico Alcibíades. Todas as relações e diálogos são bem feitos e naturais. Você realmente vai se apegar aos personagens do jogo, e isso pode ser bem perigoso num mundo hostil como o de Odyssey…

Barnabás, um dos melhores e mais engraçados personagens de Odyssey. Consegue te conquistar com seu otimismo e admiração

O problema de ter tantos personagens, é que alguns ficam para trás e não recebem a devida atenção. É triste ver personagens tão bons e carismáticos que acabam tendo uma participação minúscula dentro da trama te deixando com aquela sensação de “quero mais”. E isso acabou sendo um empecilho para uma das grandes apostas do game – relacionamento entre o protagonista e seus interesses românticos.

Nós já estamos mais do que acostumados com romances dentro dos RPGs ocidentais. Mass Effect, The Witcher, Dragon Age, todos eles apresentam momentos onde você pode deixar a batalha de lado para relaxar e conhecer melhor um certo personagem. São muitas opções para romance dentro do game, e o mais triste de tudo, no final, por mais bonita e profunda que a relação entre o herói e sua companhia seja, tudo se resume à uma cutscene. E nada mais…

Eu estava esperando algo mais profundo, onde você constrói uma relação com um personagem e acaba ganhando uma pessoa para dividir toda a glória e construir algo duradouro (como acontece em Mass Effect) mas o máximo que consegui foram tenentes para o meu Navio. Triste… Mas parece que nosso Herói não tem nenhum interesse em se envolver mais do que uma noite com as pessoas que cruza.

A Grécia Antiga nunca esteve tão linda!

Sim, estamos diante de um dos jogos mais belos da geração. Assassin’s Creed Odyssey é LINDO. A qualidade de texturas, efeitos de luz, sombra, água, tudo é de extrema qualidade e muito bem otimizado. O mapa é gigante, com enormes extensões de terra e água. Cada território é único. Com seu próprio bioma e locais interessantes para visitar, o mundo de Odyssey nunca se torna cansativo de explorar.

A Trilha Sonora tem um papel muito importante no game. Com músicas lindas e empolgantes, Odyssey mantém o legado da saga de criar trilhas sonoras memoráveis.

Uma evolução notável é a qualidade dos rostos e expressões faciais. O jogo consegue entregar expressões de medo, felicidade, angústia e dor com maestria. E ligando isso ao sistema de diálogos, acabamos experienciando algo memorável na franquia.

Uma progressão um tanto torta

Assassin’s Creed Odyssey é um RPG. Sim, um total RPG com progressão de habilidades, níveis e escolhas. Você irá completar centenas de quests. Algumas delas incríveis, outras nem tanto… Mas não é o volume de quests que acaba se tornando um problema, e sim a forma com que as mesmas foram implantadas.

Quando jogamos um RPG, muitas vezes nos distanciamos da linha de quests principais. Seja por querer explorar o mundo, aumentar seu nível ou apenas porque as side quests parecem mais empolgantes. Em Odyssey, uma grande parcela das side quests são relacionadas de alguma forma à principal. E as que não são relacionadas, muitas vezes podem ser superficiais e sem um resultado empolgante. Resumindo, muitas das missões secundárias de Odyssey não parecem secundárias, pois estão diretamente ligadas à trama principal.

Isso não quer dizer que Odyssey não tenha side quests de qualidade. Muito pelo contrário! Há muitas quests ótimas e com personagens envolventes, mas parece que a Ubisoft acabou colocando uma perna no novo gênero da franquia, mas deixando a outra no passado.

Outra coisa que acaba sendo massante é a necessidade de fazer um grind para aumentar o nível do seu personagem. Você se sentirá obrigado a realizar missões secundárias em Odyssey. Isso não é ruim! Mas quando é empregado de forma tão agressiva como foi no game, acaba sendo. Eu amo me perder dentro de um jogo e gastar horas e horas em quests secundárias. Mas quando um jogo me obriga a fazer repetidas vezes para conseguir o level necessário para avançar na história, e muitas dessas sendo superficiais, isso acaba se tornando um problema. Algumas quests secundárias deixam de ser formas de deixar o mundo vivo, para serem uma simples forma de “farmar xp”.

Você irá passar por diversos níveis (o level cap é 50) dentro do game. A progressão entre eles acabam trazendo a sensação de você estar se tornando um Semi-Deus. Os inimigos continuam ameaçadores conforme você passa de nível, mas as habilidades que são atribuídas automaticamente ao seu personagem ao passar de nível acabam atrapalhando a imersão… Por exemplo: Ao chegar na habilidade máxima do Salto de Fé, você não sofrerá mais danos de quedas. Isso acabou me deixando um pouco chateado, pois uma das coisas que mais amo na saga é escalar construções altíssimas e tomar o máximo de cuidado para não cair e sofrer uma morte certa. Bem, se você não se importar com esse detalhe, o mesmo não irá te atrapalhar.

“Sistema de procurado” inovador dentro da série

Quem já jogou Shadow of Mordor ou Shadow of War sabe o que é o sistema Nemesis. É uma espécie de hierarquia dentro dos personagens hostis do game, que ao você derrotar um personagem inimigo em batalha, o mesmo é rebaixado na hierarquia. Isso cria situações únicas dentro dos games da Terra Média e que acabaram sendo uma mecânica chave dos mesmos. E se eu te disser que Odyssey tem uma espécie de sistema Nemesis atrelado ao seu sistema de crimes e punição?

Assassin's Creed Odyssey é o único game da série que não te pune se você matar um civil inocente.

Ao cometer um crime dentro do jogo, seja ele furto ou assassinato, seu nível de procurado irá aumentar. Se você for uma pessoa que não tem nenhum apego às leis, será posto um preço pela sua cabeça e mercenários serão enviados até você para ceifar sua vida criminosa.

E é ai que o Sistema de Mercenários entra:

Como dito anteriormente, você é um mercenário. E por mais que você não sirva a ninguém e não tenha um “chefe”, há uma hierarquia dentro dos mercenários ao qual você também faz parte.

Todos os mercenários possuem um nome e uma história. Note o ícone com um capuz à esquerda da área selecionada. Esse ícone representa sua posição dentro da hierarquia de mercenários

Ao matar os mercenários que são enviados atrás da sua cabeça, você irá subindo dentro dessa hierarquia. São diversos mercenários que são gerados pelo jogo, e que irão fazer de tudo para arrancar sua cabeça e reivindicar a recompensa.

Note que o mercenário tem fraquezas que te ajudam a planejar a melhor ofensiva contra ele.

Esse sistema mostra que é possível ser criativo e reinventar sistemas que nem sabíamos que precisavam ser reinventados!

Jogabilidade Intuitiva! Até demais…

Assassin’s Creed sempre foi conhecido por sua jogabilidade ágil, intuitiva e cheia de acrobacias. Odyssey não é diferente nesse quesito! Mas acaba se destacando graças à nova mecânica de habilidades e gerenciamento de itens.

É assim que seu inventário vai parecer após 80 horas de jogo

Odyssey leva sistema de inventário da série para um novo nível! São diversas opções de armas para escolher. São espadas, lanças, bastões, machados clavas. São diversos tipos de danos, cada tipo de inimigo se tem suas fraquezas. cabe a você escolher bem seu equipamento e se preparar para a batalha. Além das armas você pode escolher entre diferentes tipos de capacetes, armaduras, manoplas, cintos e grevas. Todos com seu próprio estilo e atributos!

Uma coisa interessante presente no jogo, é a falta da obrigação de se desfazer de sua arma ou armadura favorita depois dela se tornar obsoleta. Ao visitar um ferreiro você pode atualizar os status da sua armadura ou arma para o seu nível atual! Só vai te custar algumas Dracmas e alguns materiais.

Falando em atributos, você pode evoluir seu personagem como bem quiser e criar um herói único! Você pode escolher qual tipo de gameplay você quer ter dentro do game, e se especializar na sua escolha (você também pode ser de tudo um pouco, se quiser).

Você pode redefinir seus pontos de habilidades a qualquer momento segurando o Analógico Esquerdo

O jogo se divide em três árvores de habilidades, onde você gasta pontos obtidos ao passar de nível.

Caçador – Combate e dano à distância. Você pode se tornar um assassino letal que mal chega perto dos seus alvos. Faça chover flechas contra seus inimigos!

Guerreiro – Combate e dano corpo-a-corpo. Com esse tipo de gameplay você se torna letal e violento nos combates à curta distância. Combos e o famoso “chute espartano” estão inclusos!

Assassino – Combate e dano furtivo. Você é um agente das sombras e elimina seus inimigos sem que eles ao menos saibam que você esteve ali.

A jogabilidade te dá oportunidades para criar o herói que você quiser. Uma roda de habilidades é dada a sua disposição para que aplique-as de acordo com seu objetivo. São diversas habilidades, passivas e ativas. As ativas, como já conhecemos de outros RPGs, consomem pontos. Nesse caso, não é o famoso Mana, e sim a adrenalina que você consegue em combate.

Como no seu antecessor, você tem uma águia para servir de companion/drone/animal de estimação/melhor amiga durante seu jogo. Ikaros funciona da mesma forma que Senu em Origins, trazendo vistas aéreas auxiliando a planejar ataques, marcar alvos ou simplesmente voar por aí. É… não se mexe em time que está ganhando, não é mesmo ?

A dificuldade é bem mutável e desafiadora. Com vários níveis diferentes para escolher. A Inteligência Artificial teve uma boa melhora se comparada aos jogos anteriores, mas ainda dá suas caneladas nas seções furtivas, nada grave.

O combate e jogabilidade navais provam serem os melhores da série até agora! O Adrasteia é seu principal meio de transporte, e nele você irá desbravar o mar Egeu.

Seu navio é customizável e evolutivo. Você pode escolher o estilo das velas, tripulação, acrostólio, além de evoluir seu dano e resistência. Trazendo novas oportunidades e mecânicas para afundar seus inimigos. Você também pode recrutar quase (personagens importantes para a trama não são recrutáveis) qualquer NPC do game para ser um “tenente” do seu navio. Tenentes trazem consigo habilidades que auxiliam nas batalhas navais.

Como todo jogo da série, o combate tem uma grande importância. O combate de Odyssey é diferente de qualquer outro jogo da saga. Ele é simples até demais e consiste em esquivar e atacar com golpes leves e fracos enquanto ganha pontos de adrenalina para usar suas habilidades.

Não há um botão de defesa, apenas de aparar. Ou seja, você não pode defender passivamente os ataques dos inimigos, apenas aparar e contra-atacar. O combate tem suas inconstâncias, principalmente na câmera e nos hit points. Muitas vezes a câmera se atrapalha em ambientes fechados e seus ataques podem não atingir o inimigo como deveriam.

O parkour possui movimentos bonitos e plásticos. Você pode acabar perdendo o controle enquanto escala uma montanha íngreme, mas logo consegue se acostumar com a movimentação.

Conclusão: Mas é um Assassin’s Creed?

Durante minha análise, muitos amigos me perguntaram preocupados com o rumo da série. “Mas esse é um Assassin’s Creed ?” 

Eu entendo as preocupações e até partilhei das mesmas em certo momento. Muitas vezes temos a impressão de que a Ubisoft está reinventando sua franquia de uma forma tão avassaladora, que pode acabar perdendo sua identidade.

Você que tem essa preocupação, fique tranquilo. Na verdade, agradeça aos Deuses!

Odyssey não é só um Assassin’s Creed, como também é o melhor de toda a série na minha opinião! (calma, segurem seus tridentes de tochas, já explico)

Tudo o que você enfrenta na pele de Alexios ou Kassandra, todas as batalhas e personagens que você conhece, tudo isso constrói uma das mais incríveis narrativas e um dos melhores RPGs da geração. Nunca um AC teve um apelo tão grande à narrativa e exploração. Você se sente jogado dentro de um mundo gigante cheio de reviravoltas e personagens marcantes. Uma gameplay simples mas satisfatória, completam uma série de ramificações no sistema de jogo e, é claro, uma formalização total da franquia dentro do mundo dos RPGs. Isso tudo sem perder o clássico sentimento de estar jogando um jogo da franquia.

Assassin’s Creed Odyssey não é um jogo perfeito (nenhum é), mas é uma experiência obrigatória nessa geração. O game mostra que é possível inovar e reinventar uma franquia já tão amada. Odyssey é a prova de que Assassin’s Creed nunca mais será o mesmo!

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Não deixe de conferir também a entrevista que o Arena fez com Pablo Toscano, Diretor de Arte do Game.

Nos vemos no campo de batalha, Espartano!

9.4
Incrível

Análise do Arena

Assassin's Creed Odyssey é um pulo na direção certa. A Mudança drástica de estilo deu a oportunidade para a Ubisoft criaro melhor game da franquia e um dos melhores RPGs da geração.

  • Gráficos 100%
  • Jogabilidade 80%
  • Enredo 95%
  • Trilha Sonora 100%

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