A Plague Tale: Innocence [Análise Do Arena]

Um jogo extremamente tenso e uma forma incrível de representar a peste negra, com aspectos da ficção.

Jogar esse jogo foi uma experiência incrível, um jogo tenso do início ao fim, com uma história que vai fazer você se apaixonar pelos personagens e talvez até mesmo chorar (caso você seja chorão como eu).

A Plague Tale, é um jogo realmente intenso, com mecânicas incríveis e gráficos incríveis, MAS UMA DICA RÁPIDA: Arena Xbox adverte! Se você tem fobia de ratos, não é recomendado que você jogue esse jogo, pois até pra quem não tem, pode ser uma experiência estranha.

Se você pretende jogar A Plague Tale, espero que não se preocupe com a quantidade de conteúdo “gore” que você vai encontrar, você vai se encontrar com cenas de revirar o estomago.

  • Primeiras impressões

Antes mesmo de iniciar o jogo, já tinha percebido o que teria pela frente. Os sons que são mostrados durante a introdução do menu, me deram uma boa amostra de como seria a trilha sonora do jogo. Quando o menu apareceu, me deparei com muitos ratos ensandecidos, que me mostrariam como seria o jogo.

Aliás, eu sou o tipo de pessoa que não gosta de ver trailers nem teorias e muito dificilmente vejo as coisas que saíram sobre o jogo, filme ou série. A Plague Tale é um desses, então tudo foi uma grande e agradável surpresa (para ser sincero, eu sabia pouco sobre o jogo, mas eu estava empolgado para o seu lançamento).

Antes da gameplay realmente iniciar, duas configurações chamaram minha atenção, uma delas foi o fato de que você pode escolher o símbolo da sua família, e o mais incrível, isso muda roupa dos personagens e todas as instalações do castelo.

Outra coisa foi o modo imersivo, onde hud inteiro some e você terá que prestar muito mias atenção na hora de jogar, além de deixar o jogo muito mais imerso, como é o exemplo de Sea of Thieves, que também ussa esse método de imersão.

  • História

Bom, primeiro vamos para uma pequena aula de história aqui, durante o século XIV, mais exatamente em 1343 e 1353, ocorreu a maior pandemia que o mundo já viu, a peste negra, matando um-terço da população da Europa, pra você ter uma noção, foram quase 200 milhões de mortes. mais tarde foi descoberto que essa doença foi causada pelas pulgas dos ratos (que existiam em montes naquela época)

Essa pandemia acabou interrompendo uma guerra que depois levou o nome de ‘A Guerra dos 100 Anos’ (que não durou 100 anos, acho que foi mais, se eu não me engano 113, sim, eu estou fazendo essa parte histórica sem pesquisar, então pode ser que algo esteja errado, mas o importante é você saber sobre o jogo) que a Inglaterra travava contra o seu maior rival, a França.

Agora que fizemos essa curta aula, vamos para o jogo. Se prepare para conhecer o Céu e o Inferno, você começa o jogo em uma visão de paz e tranquilidade e após isso, o caos é instaurado.

Durante a game play, você vai interagir com a campanha dos irmãos De Rune, Hugo e Amicia, que mal se conhecem, pois Hugo possui uma certa doença e a mãe o impede de sair de seu quarto. e após o seu castelo ser invadido pela inquisição, Amicia e Hugo são forçados a fugir sozinhos e com a missão de encontrar um médico chamado Laurentius.

E além de fugir da inquisição, que está em busca de Hugo, aliás, no começo do jogo, você não sabe o porque que querem o garoto, e a personagem também não, é incrível como você sente a mesma confusão que ela. E além de fugir da inquisição, fora do alcance da luz, um exército de ratos devora qualquer coisa viva (entendeu a referência a praga?), você quer mais? tem os ingleses também, pois estamos falando de um mundo desolado pela guerra e pela peste ao mesmo tempo, inclusive os cenários de guerra são sensacionais.

Esse jogo é incrivelmente imersivo, você consegue sentir a dor dos personagens, você entende a tensão no ar, esse jogo não é um Game of Thrones, mas muitas vezes, o jogo vai fazer você simpatizar com um personagem e matar ele depois de um tempo, e pior ainda, depois disso, se prepare para ver como os personagens reagem a perda de alguém especial.

  • Personagens

Não vou me estender muito nessa parte, mas vou colocar alguns pontos bons e ruins, como uma coisa me incomodou bastante, é a personagem, Amicia, que você controla grande parte do jogo, é uma adolescente, e normalmente tem atitudes infantis e age sem pensar nas consequências, coisa de adolescente.

Uma coisa que me impressionou muito, foram as emoções de Hugo, ele sempre se lamenta muito de não poder ver a sua mãe, e eu me emocionei muito nessas cenas.

Hugo é um personagem que vai protagonizar muitas cenas bonitas ao jogo, pois mesmo no meio do caos, ele está descobrindo o mundo agora, então ele se impressiona ao ver um cavalo e fica muito feliz ao ver um sapo pela primeira vez, que ele só via em livros.

Durante a história do jogo, você conhece alguns personagens secundários, que vão te acompanhar durante a sua jogatina, muitas vezes te ajudando. Cada personagem secundário, tem a sua característica, então só eles podem fazer certas coisas.

Esse jogo é incrivelmente imersivo, você consegue sentir a dor dos personagens, você entende a tensão no ar, esse jogo não é um Game of Thrones, mas muitas vezes, o jogo vai fazer você simpatizar com um personagem e matar ele depois de um tempo, e pior ainda, depois disso, se prepare para ver como os personagens reagem a perda de alguém especial.

  • Gráficos

Quando o jogo realmente se inicia, os gráficos me chamaram muita atenção, a forma como a luz atravessa as folhas das arvores é lindo, a água, a lama, refletem, e são poucos os jogos que fazem isso.

Uma parte importante na game play, é o fogo, e ele é LINDO, a forma como a luz sai das brasas e chega até as paredes, é mais real que realidade, Mesmo nos momentos mais tensos, em meio ao caos, sempre vai ter algo bonito para ver, como uma paisagem ou um momento.

Falando sobre os personagens, uma coisa que me impressionou bastante, foram os detalhes nos rostos, como quando o jogo vai passando, as coisas vão acontecendo e as marcas do tempo como a sujeira, ficam nos rostos deles.

Uma coisa que tem que ser dita, é sobre a beleza que as construções possuem. eu me impressionei com o quão gótico e sombrio são os castelos e fortalezas, isso é uma coisa bem era média mesmo, e eles conseguiram captar perfeitamente.

Contudo, com os gráficos sendo lindos, eles intensificam as cenas gore, como quando você adentra em um ambiente de guerra, eu fiquei abismado, com o quão real era aquele mar de corpos, ou quando passamos por fazendas onde os corpos dos animais escorrem pelos morros, é realmente chocante e assustador.

  • Jogabilidade

A partir de agora, vou falar sobre alguns adereços legais que o jogo possui já que não tenho mada sobre falar sobe os controles, eles são bem funcionais e fáceis de decorar, como os botões de jogar pedra, ou de escolher a munição que vai usar, e falando nisso, uma coisa eu amei, foi a forma de criar munições, que é a alquimia, como uma poção que você faz que ferve o capacete do soldado, o fazendo tirar.

Uma coisa que eu realmente não esperava nesse jogo, era upgrade. Durante a campanha, você pode melhorar a sua atiradeira, a sua bolsa, a sua bolsa de munição entre outros e isso me surpreendeu muito.

Se você é uma pessoa acostumada com stealth, você vai se dar bem em A Plague Tale, pois a forma mais fácil de passar era assim, pena que eu não consigo e tinha que acabar descendo a porrada nos caras.

Ou caso você goste de puzzles, não se preocupe, tem também, para passar pelos ratos, você vai precisar usar a luz e é claro que ela não vai estar posicionada criando um caminho seguro, você vai criar esse caminho, e eu amei esse puzzles, de verdade, e tudo isso protegendo o seu irmãozinho, que não pode ficar sozinho por muito tempo.

  • Bugs

Precisamos falar sobre os bugs, que não estragam a experiência incrível do jogo, mas as vezes cortam o clima de alguns momentos e acabam irritando. um bug que chateou bastante e me impediu de concluir a missão, pois o personagem que tinha que executar uma certa ação, estava preso dentro de uma fonte,e isso me irritou profundamente.

Outro problema um tanto comum, é por causa da quantidade dos ratos, ele são bem imprevisíveis. Como muitas das vezes alguns deles não respeitaram a luz e simplesmente entraram e me mataram. Ou quando eles simplesmente ficam presos na parede e decidem escalar ela.

Uma coisa que eu percebi, que pode ser coisa da minha cabeça, mas eu só percebi dois modelos de inimigos diferentes, e eles aparecem o jogo todo, então as vezes é muito estranho (e eu tenho a impressão de que o segunda é a versão careca e sem barba do primeiro).

Mas só para concluir essa parte dos erros, uma coisa que também pode ter sido coisa da minha cabeça, é o fato de nos últimos capítulos a dificuldade sobe de uma forma que deixa o jogo até mesmo chato e repetitivo, mas isso pode ser porque eu sou ruim mesmo.

Antes do veredito final sobre esse jogo que mais se parece com uma obra de arte, não se esqueça que ele está disponível na loja da Microsoft por R$ 154,00, clique aqui para dar uma olhada.

9.5
Ótimo!!
  • Gráficos 10
  • Jogabilidade 9
  • História 9
  • Áudio 10
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